O êxito do relacionamento de um casal está relacionado com as experiências de cada pessoa, assim como as crenças que os membros do casal construíram a partir de suas vivencias e experiências sexuais prévias ou não.
As experiências de sucesso ou insucesso, significados e consequências para a dinâmica do casal, para alguns casais a rotina, filhos, estressores e conflitos, podem contribuir para o desequilibrar o relacionamento dos parceiros.
A comunicação assertiva, afetiva, permite que os parceiros desenvolvam habilidades para lidar com os conflitos, no entanto são muitos os desafios para vencer as barreiras impostas diante das dificuldades vivenciadas no relacionamento.

Alguns parceiros movido por tabus defendem a tese que não devem falar sobre sexo, compartilhar suas preferências ou que precisam pedir ao parceiro que tenha determinado comportamento.
Isto tende a gerar um repertório sexual rígido e pouco eficaz. Nas relações duradouras alguns casais têm dificuldades de mudar hábitos sexuais que vêm sendo praticados nas parcerias.
Na maioria dos casos, os parceiros procuram estratégias para solucionar os problemas conjugais, como a organização da rotina profissional do casal e a divisão do trabalho doméstico, por exemplo. Como terapeuta sexual, aponto para os casais que muitas vezes a estratégia não dá certo ou não funciona por falta de comunicação. Esse ainda é o ponto fraco em um bom percentual das parcerias nos relacionamentos.
Atualmente contamos com algumas ferramentas que contribuem como facilitadores nas sessões de terapia de casal ou terapia sexual. A Dra. Aline Sardinha e outros colaboradores desenvolveram o Baralho da Sensualidade, composto por cartas temáticas.

Após coletas de dados e com diagnóstico, selecionamos cartas que são oferecidas ao paciente que escolherá a carta compatível com o sofrimento psicológico na dinâmica do casal. Exemplo: na carta “conversando sobre sexo, o paciente pode escolher a carta com frase como: tabu, camisinha, Viagra, gravidez, desvendando a sexualidade, e cartas como, “eu desejo”, “meu genero é…” ou “tenho medo”, mas se os conflitos têm a ver com os mitos sexuais, também temos as cartas sexuais como: “o homem deve ter controle sobre a sua ejaculação”. Por meio das cartas abordamos as queixas de forma que o paciente se sinta mais confortável.
É importante lembrar que, independentemente da queixa, faixa etária, gênero, orientação sexual, é indispensável buscar ajuda do especialista, pois quando não tratada, pode afetar outras áreas do relacionamento, mesmo àquela pessoa que não tenha parceiro fixo.






























