Você já percebeu que algumas situações parecem se repetir na sua vida? Mudam as pessoas, os lugares, as circunstâncias, mas, de alguma maneira, o resultado acaba sendo muito parecido.
Às vezes, é aquele cliente que sempre consegue um desconto maior do que você gostaria de oferecer. Outras vezes, é a dificuldade de dizer não, de delegar ou de tomar uma decisão importante. E então vem aquela frase que conhecemos tão bem: “Ah, mas eu sou assim mesmo!” Será?
Ao longo da vida, aprendemos maneiras de agir, pensar e reagir. Algumas vêm da nossa educação, outras das experiências que vivemos e muitas surgem simplesmente porque, em algum momento, funcionaram.
Se evitar conflitos trouxer tranquilidade, aprendemos a concordar mesmo pensando diferente. Se fazer tudo sozinha garante bons resultados, passamos a acreditar que ninguém fará tão bem quanto nós. E assim, quase sem perceber, transformamos comportamentos aprendidos em características da nossa personalidade.

Nosso cérebro gosta de economizar energia e, por isso, automatiza comportamentos que repetimos com frequência. O problema começa quando passamos a tomar decisões importantes nesse mesmo piloto automático.
Durante meus treinamentos e mentorias, percebo como pessoas extremamente competentes conseguem identificar o que precisa mudar em suas empresas, mas nem sempre reconhecem os próprios padrões.
Sabem que precisam delegar, mas continuam centralizando. Querem crescer, mas resistem ao novo. Desejam relações mais equilibradas, mas seguem dizendo sim, quando gostariam de dizer não. E não é falta de capacidade. Muitas vezes, é apenas a força do hábito falando mais alto.
Mas existe algo libertador nessa reflexão. Se um comportamento foi aprendido, ele também pode ser revisto.Isso não significa abandonar nossa essência. Afinal, muitos dos nossos padrões contribuíram para nossas maiores conquistas. A questão é reconhecer quais ainda nos ajudam e quais passaram a limitar nossas possibilidades.

Talvez aquela necessidade de controlar tudo tenha sido fundamental quando sua empresa começou. Mas será que continua sendo a melhor estratégia agora?
Gosto de pensar que amadurecer também é aprender a fazer novas perguntas sobre velhas certezas. Em vez de dizer “eu sempre fui assim”, que tal experimentar, “será que ainda preciso agir dessa maneira?”.Parece uma mudança pequena, mas pode abrir espaço para escolhas muito diferentes.
Nossa história ajuda a explicar quem somos, mas não precisa determinar quem seremos.Quantas das suas escolhas são realmente decisões conscientes e quantas são apenas hábitos que você nunca parou para questionar?
Às vezes, uma nova vida começa com uma pergunta diferente.





























