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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Está chegando ao fim do ano e meu filho não se alfabetizou, e agora?

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A alfabetização não acontece em um passe de mágica

A alfabetização não acontece em um passe de mágica, é necessário que isso se desenvolva na escola e também com atividades lúdicas em casa.

Confira algumas dicas de como ajudar seu filho no processo de alfabetização.

Ensine os nomes das letras e seus sons. É claro que o ensino formal das letras é feito na escola, mas os pais também podem ensiná-las. Têm muitos brinquedos e jogos, livros, quebra-cabeças, que ajudam as crianças a aprender essa habilidade. Você pode tornar esses momentos divertidos e a leitura vai sendo assimilada com prazer.

Estimule a consciência fonêmica. As crianças pequenas não entendem que as palavras têm sons formados de diferentes sílabas. Para aprender a ler é importante ouvir os sons e compreender que ele é dividido em partes, que depois que se juntam e formam palavras. Isso e consciência fonêmica. Jogue jogos de linguagem com seu filho. Por exemplo, diga uma palavra, pode ser o nome dele, e depois recite sílaba por sílaba.

Busque, fora do contexto escolar, situações para leitura e escrita, optando por textos e livros mais simples, curtos e de fácil entendimento. Podem também ser textos escritos pela própria criança ou pelo adulto. Incentive-o a escrever listas de supermercado, bilhetes, agendas, diários, entre outros;

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Tire as dúvidas, leia e escreva as palavras que a criança não conseguir ler ou escrever. Se perceber que seu filho está com muitas dificuldade, reveze a escrita e a leitura com ele. Leia uma página e ele outra. Isso também pode acontecer com trechos de textos e frases.

É comum, nesse momento, que algumas crianças ainda utilizem variados tipos de letras na hora de escrever, pois eles podem estar experimentando ou mesmo buscando a que acha mais “fácil”, recursos que devem ser respeitados e direcionados de forma coerente e tranquila. Aos poucos, com intervenções e sinalizações positivas e se sentindo mais seguras, possivelmente essas crianças irão definir o padrão de letra.

Demonstre motivação, paciência e interesse pelo que a criança está escrevendo e lendo. Encontre tempo e disponibilidade para acompanhar as tarefas de seu filho.

Busque horários e locais adequados para as tarefas de casa e para as atividades de “letramento”. Mesmo motivada, a escrita e a leitura não podem competir, por exemplo, com a televisão, com o irmão muito menor que mexe em tudo, com os videogames, com o horário do desenho predileto ou do playground, entre outros.

Se a criança demonstrar desinteresse pelo convite à escrita e leitura, não desista. Busque outro horário, outro momento, insista, mas sempre com bom senso.

Visite bibliotecas e livrarias com a criança e exercite com ela a escolha de títulos. Busque conhecer suas preferências literárias. Você pode se surpreender.

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Envie para a escola, mesmo que não tenha sido solicitado, pesquisas, textos, material de leitura em geral, que você tenha trabalhado com a criança, de forma que ela possa socializar com os colegas e professor.

Se, mesmo com atividades complementares em casa a criança não está conseguindo, é importante procurar tanto atendimento médico para detectar se a criança tem um problema de visão ou audição, como uma fonoaudióloga, para identificar se há problemas de fala porque isto impede a alfabetização da forma correta.

Assim também é importante procurar uma avaliação neuropsicológica que detectar tanto problemas emocionais como de aprendizado, que possam estar afetando ao aprendizado. Nesta avaliação em consultório, detectamos por exemplo, se a criança possui dislexia, TDAH ou até ansiedade, depressão, timidez excessiva, etc., e trabalhamos, após em terapia, para que a criança se desenvolva e consiga aprender.

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianotto é formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas que focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Aprendendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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