Existe um momento na trajetória de toda empresária em que ela percebe algo desconfortável, trabalha muito, se esforça, entrega valor, mas os resultados não acompanham na mesma proporção.
Ela fala, explica, argumenta, se posiciona. E ainda assim, sente que poderia ser mais reconhecida, mais valorizada, mais bem paga.
Eu sempre fui extrovertida. Sempre me comuniquei com facilidade. E, por muitos anos, isso foi suficiente para gerar excelentes resultados em vendas.
Conversar, criar proximidade, envolver, funcionava. Até o dia em que eu entendi que algo havia mudado tudo. Falar bem não é o mesmo que se comunicar estrategicamente.

Quando aprofundei meus estudos em comunicação, percebi que não era sobre falar mais, nem sobre falar bonito, mas falar com intenção. E a partir desse momento, meus resultados mudaram de patamar.
O que ninguém lhe conta sobre comunicação é que se mal calibrada, não gera erros evidentes. Ela não causa conflitos diretos. Ela apenas faz com que você seja ouvida, mas não lembrada; admirada, mas não escolhida; respeitada, mas não indicada; competente, porém subvalorizada. E isso acontece em silêncio. Quando a comunicação falha, oportunidades não surgem.
Assertividade é o verdadeiro divisor de águas. Quando aprendi a ser assertiva, percebi que conexão não nasce da quantidade de palavras, mas da qualidade da presença.
Assertividade é saber, como abrir uma conversa como conduzir uma negociação, quando avançar, quando silenciar e como adaptar sua mensagem ao canal do outro, sendo visual, auditivo ou cinestésico. É alinhar palavras, postura, tom de voz e energia. É fazer com que o outro sinta segurança antes mesmo de concordar.

E pessoas compram de quem confiam e indicam a quem transmite segurança. As empresárias que crescem entendem isso cedo.
Elas não tentam convencer. Elas constroem percepção. Elas não se explicam demais. Elas escolhem com precisão o que dizem. Elas não disputam espaço. Elas o ocupam. Porque sabem que, no mercado atual, não vence quem fala mais alto. Vence quem se comunica melhor.
Talento abre portas. Comunicação as mantém abertas.
Se você sente que poderia vender mais e negociar melhor, ser mais reconhecida, ocupar espaços maiores e crescer com mais leveza, então talvez, não falte esforço. Talvez esteja faltando estratégia de comunicação.
Comunicação não é um detalhe: é uma habilidade treinável. E, quando dominada, muda não só resultados, mas posição.
As empresárias que crescem já entenderam isso.




























