“Não consigo enxergar bem por causa da neblina”. “Mal consigo fazer qualquer coisa, pois, além do tempo, o meu carro não é adequado para este tipo de piso”, entre outros motivos.
Essas e outras situações nos levam a culpar terceiros para justificar nossas reações ou omissões. Mas aonde quero chegar? Deixei tudo confuso, não é? Permita-me explicar.
As consequências de nossas ações são frequentemente atribuídas à intervenção de outros, especialmente quando não nos agradam.
Então, meu amor, pare de usar a “culpa” como desculpa para seu insucesso ou insatisfação. Perceba que essa palavra em si carrega um peso geralmente considerado negativo, pois poucas pessoas a encaram de forma positiva.

Compreenda, sem receio, que tudo tem uma razão de ser, e não é culpa de ninguém; são fatos, respostas temporais, do universo ou do destino, mesmo que envolvam outras pessoas.
Os românticos dizem que dois amantes se tornam uma única fonte de amor. No entanto, ainda são pessoas diferentes que podem ser complementares. Em algum momento, um pode acreditar que fez tudo corretamente, sem perceber que seu parceiro(a) possui uma visão de mundo e preferências pessoais que podem entrar em conflito com suas ações e escolhas.
É hora de assumirmos as consequências de nossos atos e pararmos de acreditar que as coisas acontecem por acaso. Nosso futuro é resultado do que fazemos no presente, estejamos conscientes disso ou não. Da mesma forma, o presente é o resultado das escolhas que fizemos no passado.

Tente fazer as seguintes perguntas: será que fui verdadeiramente sincero? Será que não contribuí, mesmo que inconscientemente, para este resultado? Será que fui verdadeiramente sincero? Será que não contribuí para este resultado, mesmo que inconscientemente?
Caro leitor, querida leitora, pergunte-se mais e culpe-se menos.
A culpa é inimiga do autoconhecimento. Aceitar as consequências é um passo em direção à autodescoberta.





























