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Projeto Luxúria celebra 20 anos como pioneiro da cena fetichista brasileira

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Criado por Heitor Werneck em 2006, projeto chega às duas décadas com edição especial no dia 24 de outubro, reafirmando seu papel na popularização do fetiche e do BDSM no Brasil

Há 20 anos, falar abertamente sobre fetiche e BDSM no Brasil ainda significava enfrentar preconceitos, desconhecimento e a associação dessas práticas exclusivamente à marginalidade. Foi nesse cenário que o estilista, produtor cultural e ativista Heitor Werneck criou o Projeto Luxúria, iniciativa que ajudaria a transformar a relação do público brasileiro com o universo fetichista.

Para celebrar duas décadas de história, o Projeto Luxúria realiza uma edição especial no próximo dia 24 de outubro, reunindo novamente a comunidade fetichista em uma celebração que pretende homenagear a trajetória do projeto e, ao mesmo tempo, a própria história da cena alternativa brasileira.

Criado em 2006, o Luxúria é reconhecido como um dos primeiros — e mais longevos — eventos brasileiros dedicados ao fetiche. E mais do que uma festa, construiu ao longo desses 20 anos uma verdadeira plataforma de convivência, expressão, descoberta e formação para a cena fetichista.

Seu diferencial sempre esteve na combinação entre fetiche, moda, arte, performance, música e comportamento, criando um ambiente no qual diferentes estéticas e formas de expressão pudessem ocupar o mesmo espaço com uma regra fundamental: o respeito aos limites e ao consentimento.

Divulgação

Da contracultura para a cena fetichista

A história do Luxúria está diretamente ligada à trajetória de Heitor Werneck. Antes mesmo da criação do projeto, o estilista já transitava por universos ligados à contracultura, à moda e à cultura alternativa. À frente da grife Escola de Divinos, nos anos 1990, participou da construção de uma estética que misturava referências góticas, clubber, fetichistas e underground e chegou à televisão por meio de trabalhos como os figurinos da novela Vamp.

Essa experiência ajudou Heitor a compreender o fetiche não apenas como uma prática sexual, mas como uma linguagem estética e cultural. Foi essa visão que deu ao Projeto Luxúria uma característica que permanece até hoje: o fetiche como expressão de identidade, criatividade e liberdade.

Um espaço que ajudou a formar uma comunidade

Ao longo de duas décadas, o Projeto Luxúria também se tornou um ponto de encontro para profissionais e artistas que ajudaram a construir a cena fetichista brasileira.

Estilistas, produtores, DJs, performers, modelos, artesãos e especialistas em diferentes práticas passaram pelo evento. “Nessas duas décadas, vi muitos profissionais iniciarem suas carreiras e ampliarem suas redes de contatos a partir da convivência proporcionada pelo Luxúria” conta Heitor.

O projeto também ajudou a aproximar públicos que muitas vezes permaneciam isolados em pequenos grupos ou comunidades. Ao criar uma experiência coletiva, com dress code, performances, música e diferentes manifestações do fetiche, o Luxúria contribuiu para transformar aquilo que era vivido de maneira privada em uma expressão cultural compartilhada.

Ética, estética e consentimento

Outro legado do Projeto Luxúria é ter ajudado a apresentar o BDSM e o fetiche sob uma perspectiva baseada em consenso, responsabilidade e respeito aos limites individuais.

As próprias regras históricas do evento estabelecem limites para as práticas realizadas durante as festas, deixando claro que atividades não consensuais ou incompatíveis com princípios de segurança não fazem parte da proposta do projeto.

“Durante muito tempo, o fetiche foi tratado como algo obscuro, errado ou que deveria ser escondido. O Luxúria nasceu justamente para mostrar que existe uma enorme diferença entre tabu e liberdade. Quando existe consentimento, respeito e responsabilidade, o fetiche pode ser também arte, comportamento, estética e uma forma legítima de expressão”, afirma Heitor.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

20 anos depois, uma história que continua

Ao chegar aos 20 anos, o Projeto Luxúria não celebra apenas a longevidade de uma festa. Celebra uma trajetória que acompanha a transformação da própria sociedade brasileira na maneira de falar sobre sexualidade, corpos, desejos e formas alternativas de relacionamento com o prazer.

A edição especial de 20 anos, no dia 24 de outubro, será, portanto, um encontro entre diferentes gerações: aqueles que acompanharam o nascimento do projeto, os que descobriram o fetiche através dele e uma nova geração que chega à cena em um momento em que assuntos antes considerados tabus estão cada vez mais presentes no debate público.

Duas décadas depois, o princípio permanece o mesmo: criar um espaço onde o fetiche possa ser vivido, explorado e celebrado com liberdade, criatividade, respeito e consentimento.

A edição especial comemorativa de 20 anos do Projeto Luxúria acontecerá em um prédio histórico na República em São Paulo, que tem formato de arena e que ainda não foi adaptado para o acesso de PCD ‘s. No entanto, o evento conta com uma equipe bem treinada de bombeiros e seguranças para auxiliá-los e incluí-los no ambiente.

Divulgação

Projeto Luxúria – 20 anos

Data: 24 de outubro de 2026

Local: Rua Aurora, 710 – República – SP

Classificação: 18 anos

Informações e ingressos:

Site: https://projetoluxuria.com/

Telefone: 11 91450-0792

instagram: @alistaluxuria

Heitor Werneck é produtor cultural, estilista, precursor do fetichismo no Brasil e idealizador da primeira festa liberal do País, Projeto Luxúria, atua também como consultor em séries e filmes da HBO, Netflix, Globo, e, entre as suas principais atividades, realiza ações sociais em prol de membros da comunidade LGBTQIAP+ voltadas para saúde, alimentação e acolhimento em parcerias com ONGs, empresas e órgãos do governo. Werneck também é autista e realiza lives diárias em seu TikTok @heitorwerneckoficial sobre suas vivências no espectro.

@heitorwerneckperfiloficial

Colaboração da pauta:

Julianna Santos – JS Comunicação

https://www.jscomunicacao.com

@jscomunicacao.oficial

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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