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Com 92% dos brasileiros interessados em estudar IA, escolas são desafiadas a inovar

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Projetos que integram tecnologia, inovação e sustentabilidade ganham espaço no ambiente escolar e chegam a eventos internacionais

Quatro em cada cinco pessoas reconhecem a importância de buscar conhecimento para compreender e aplicar melhor a Inteligência Artificial (IA), mostra a pesquisa Tech Compass 2025, realizada pela Bosch. O estudo destaca ainda que, no Brasil, 92% dos entrevistados afirmam que pretendem estudar o tema. O cenário reforça a necessidade de que as instituições de ensino estejam cada vez mais atentas ao avanço tecnológico e o integrem em seus currículos, inclusive com propostas que cheguem a outros países.

Combinando inovação e internacionalização, escolas têm apostado em projetos que aproximam os estudantes de experiências reais no campo da tecnologia. É o caso de um grupo de alunos da Escola Lourenço Castanho que, neste ano, participou novamente do MIT AI & Education Summit, nos Estados Unidos, com projetos envolvendo inteligência artificial e soluções sustentáveis. “Já realizamos este trabalho desde 2023 e no ano passado, ganhamos a competição, e agora fomos selecionados com três projetos, com a participação de 10 alunos já confirmados que apresentarão no MIT”, explica Tatiana Mendes, head de tecnologia educacional da Escola Lourenço Castanho. Segundo ela, os projetos envolvem alunos do Ensino Médio, além de estudantes dos 6º, 7º, 8º e 9º anos, e se apoiam no uso de IA como ferramenta para lidar com desafios sociais e ambientais.

Em outra iniciativa, a escola participa da validação de um programa internacional na Flórida, que reúne estudantes de diferentes países entre 11 e 18 anos. “Os estudantes se organizam em grupos que podem ser híbridos, formados por alunos da mesma escola ou de escolas de diferentes partes do mundo para resolver um desafio baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). É necessário programar uma solução utilizando a linguagem de programação Python”, explica Tatiana. O programa conta com a participação de profissionais da Nasa e prevê etapas eliminatórias até uma final, onde os vencedores disputarão o Campeonato STEAM.

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Na prática

A internacionalização, no entanto, é consequência de um processo iniciado com projetos locais. Foi assim com o Arch Future, criado pelo estudante Pedro Laudisio Henriques e colegas, que apresentarão o projeto no MIT.  O aplicativo desenvolvido pelo grupo propõe o uso de IA para reduzir os impactos ambientais da construção civil. “Após um longo estudo qualitativo baseado em entrevistas, desenvolvemos um protótipo com o auxílio do nosso orientador, utilizando a plataforma MIT App Inventor, que abriu as portas para nossa inscrição”, comenta Pedro. “Com o uso da inteligência artificial no aplicativo, foi necessário um estudo mais elaborado a respeito do funcionamento das IAs, e com isso pude perceber que as novas tecnologias, se usadas do jeito certo, são aliadas dos seres humanos”.

A percepção de impacto social também está presente na experiência de Alice Perez Gesteira. Em seu projeto, a estudante abordou o ODS 6, sobre manejo da água, para criar um aplicativo que monitora o consumo durante o banho e sugere melhorias sustentáveis. “Usamos dois tipos de programação, uma em blocos para o app e outra com base no Arduino Uno, junto ao protótipo do dispositivo”, explica. Para ela, trabalhar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foi transformador. “Poder desenvolver um aplicativo com o uso de AI que ajude a alcançar estes objetivos foi muito significativo para mim”, ressalta.

Participação da família

O envolvimento das famílias revela como essas experiências impactam também quem acompanha de fora. Fernanda Laudisio do Amaral Camargo Henriques, mãe de Pedro, relata surpresa e orgulho. “É gratificante receber a notícia de que o projeto foi aprovado, apesar de não termos conhecimento acadêmico na área. O envolvimento é do próprio aluno. Achamos ótimo e animador ter uma escola que incentive esse tipo de projeto em âmbito internacional”, enfatiza.

A mesma combinação de surpresa e entusiasmo aparece no relato de Gisela Perez, mãe de Alice. “Quando minha filha me perguntou do nada o que iríamos fazer de 16 a 18 de julho, e depois disse ‘porque talvez eu vá para o MIT’, minha primeira reação foi um misto de ceticismo com alegria”, lembra. “Com o tempo, ela se manteve firme na sua motivação e trouxe muita alegria à família quando soubemos que seu projeto tinha sido selecionado”.

Segundo Gisela, a integração entre currículo tradicional e desenvolvimento tecnológico é um ponto central na formação dos estudantes. “Trazer disciplinas que motivam os jovens a pensar fora da caixa, usando sua criatividade aliada ao conhecimento tecnológico, é um adicional muito importante. Isto faz com que desde cedo eles possam se interessar e considerar as carreiras nas áreas de STEM, que são tão importantes para o desenvolvimento de um país”, finaliza. 

A Escola Lourenço Castanho oferece um projeto pedagógico inovador, que extrapola o trabalho com os conteúdos produzidos pelas grandes áreas do conhecimento, investindo também no desenvolvimento da autonomia e da crítica, na análise da dimensão social construída pelos estudantes e na vinculação com o saber. Ao longo dos anos, a Escola mantém o compromisso com seus princípios, consolidando a formação integral como a base de seu projeto pedagógico-educacional.

@escolalourencocastanho

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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