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Despertar o melhor de cada pessoa através do autoconhecimento, da autenticidade e da conexão com sua verdadeira essência

Mulher, a vida tem a cor que você pinta!

Design Dolce sob imagem por oksanavectorart em Canva

Um clamor pelo amor-próprio

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Em algum momento, alguém decidiu que o tempo precisava de cor. As cores começaram a falar, acolher e gerar esperança. Agora estamos no Agosto Lilás, em apoio à luta contra a violência à mulher, e logo chegará Setembro Amarelo, que brilhará na prevenção do suicídio. Depois, outubro, todo vestido de rosa, para reforçar a importância da saúde feminina. E assim, mês após mês, nosso calendário se enche de cores — são dezenas de campanhas que tingem o ano com causas urgentes e necessárias.

Mas a verdade é que a vida tem a cor que a gente pinta! E para que essas campanhas realmente surtam resultados, precisamos cultivar a consciência, nos aprofundarmos nos temas, mudar nossos comportamentos, observar melhor o que anda acontecendo no nosso interior e exterior e tomar decisões coerentes diariamente.

Talvez você se identifique com algumas das estatísticas que ainda nos assustam, e é muito importante reconhecer isso. Não há motivo para sentir vergonha. O que realmente importa é que isso te inspire a agir por você mesma e se acolher. A dor escondida só se agrava dia após dia, e permitir-se não estar sozinha é um ato de coragem e amor-próprio.

A violência contra nós, mulheres, continua sendo uma realidade alarmante. Em 2024, 37,5% das brasileiras acima de 16 anos enfrentaram algum tipo de violência física, sexual ou psicológica nos últimos 12 meses. Foram 1.450 feminicídios, quase 72 mil casos de estupro, e só no primeiro semestre de 2025, em São Paulo, 128 mulheres perderam suas vidas de forma brutal. Esses números representam histórias reais — mulheres como nós, com sonhos, medos e o desejo de viver em paz. 

E o que não aparece nas estatísticas?  Ouso dizer que os números me parecem ser muito maiores.

Talvez você, eu, nós sejamos um desses casos, especialmente quando percebemos que a violência não se limita ao que é físico. 

Design Dolce sob imagem por pixelshot em Canva

É por isso que precisamos nos informar, compreender melhor essas violências, para nos proteger e proteger uma as outras. A Lei Maria da Penha nos ensina que a violência pode se manifestar de várias formas: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Nomear a violência é o primeiro passo para não a aceitar, reconhecer que não somos culpadas e nos fortalecer para evitar que isso aconteça.

Mesmo em relacionamentos que parecem “normais”, pode haver sinais sutis de abuso: humilhações constantes, críticas que diminuem ou constrangem, controle financeiro, coerção sexual, isolamento social ou manipulação emocional. Uma pessoa que manipula emocionalmente busca controlar as ações e sentimentos dos outros para seu próprio benefício, usando táticas como culpa, chantagem emocional e distorção da realidade. Isso pode levar a vítima a reações descontroladas, e é nesse momento que o agressor se fortalece, fazendo com que ela se sinta culpada, louca e desequilibrada, enquanto ele se coloca como a vítima.

E aqui entra um ponto crucial: a autoestima. Muitas vezes, a violência encontra espaço quando nossa autoestima está abalada — resultado de histórias de abandono, rejeição, padrões familiares de abuso ou experiências dolorosas que carregamos, muitas vezes sem perceber. Quando nossa autoestima está baixa, podemos sentir que somos menos do que realmente somos, o que nos torna mais vulneráveis.

Mas acredite, a autoestima pode ser reconstruída. Cuidar de si mesma, reconhecer sua própria história, respeitar seus limites, valorizar suas conquistas e acreditar na sua capacidade de mudança são atos de coragem e sobrevivência. É uma forma de proteção emocional, para resgatar a força que existe em nós e nos proteger. Descobrir quem você realmente é, como a minha cliente Márcia Nascimento: “Aprendi que eu sou meu melhor projeto…”

Quero propor que você faça um exercício de reflexão: um teste simples para identificar sinais de um relacionamento abusivo. Ele não substitui a orientação profissional, mas pode ajudar você a se reconhecer e buscar ajuda se perceber sinais de alerta.

Design Dolce sob imagem por delectus em Canva

Teste de Relacionamento Abusivo – Mulher Para Mulher

Responda com sinceridade, sem medo ou vergonha. Cada “sim” é um sinal de alerta, e reconhecer isso é um ato de cuidado consigo mesma.

 Violência Física

1. Você já foi ou tem sido machucada fisicamente?

2. Já foi ou tem sido ameaçada de algum tipo agressão?

3. Já aconteceu ou tem acontecido de ver objetos quebrados ou destruídos durante discussões?

4. Você já sentiu ou sente medo das possíveis reações físicas?

5. Alguma vez já aconteceu ou tem acontecido de se sentir forçada a ter contato físico que não deseja?

Violência Psicológica

1. Você já foi ou tem sido humilhada, criticada ou ainda desvalorizada de forma constante?

2. Alguma vez você se sentiu ou sente que está sendo manipulada ou controlada em suas vontades ou decisões pessoais? Já teve ou tem tido suas opiniões ou conquistas diminuídas ou ignoradas?

3. Você já se sentiu ou sente que está sendo abandonada, rejeitada, desprezada ou que é um peso na vida da outra pessoa?

4. Alguma vez você foi ou tem sido desencorajada a manter contato com amigos ou familiares?

5. Você já sofreu ou está sofrendo chantagens emocionais? Teve ou tem tido sua história usada contra você?

Violência Sexual

1. Você já se sentiu ou sente que está sendo pressionada a ter relações contra a sua vontade?

2. Alguma vez você foi ou está sendo coagida a realizar atos íntimos que não deseja?

3. Já teve ou tem tido negativas ignoradas e limites desrespeitados?

4. Você já recebeu ou está recebendo provocações ou comentários sexuais que te deixam desconfortável?

5. Alguma vez a sua intimidade foi usada como forma de controle ou punição?

Violência Moral

 1. Você já passou ou está passando por situações em que sua vida está sendo exposta ou difamada?

 2. Alguma vez você foi ou tem sido culpada por coisas que não eram sua responsabilidade, ou exposta de forma desnecessária na frente de outras pessoas?

 3. Já aconteceu de você ser ridicularizada por seus sentimentos, pensamentos ou escolhas?

 4. Você já foi ou está sendo comparada negativamente a outras pessoas, fazendo você se sentir menor?

 5. Já aconteceu de você sentir vergonha ou humilhação pública, por brincadeiras inconvenientes, indiferença, egoísmo ou desprezo da outra pessoa?

Violência Patrimonial

 1. Você tem seu dinheiro controlado, limitado ou condicionado para manter o relacionamento?

 2. Alguma vez você foi ou está sendo impedida de acessar documentos, bens ou recursos pessoais que são seus ou do casal?

 3. Já teve ou tem seus pertences destruídos, retidos ou tomados como uma forma de controle?

 4. Você já foi ou está sendo impedida de trabalhar, estudar ou buscar sua independência financeira, sentindo-se dependente contra sua vontade?

 5. Alguma vez você se sentiu ou tem se sentido excluída de planos, negócios, aquisições ou investimentos que deveriam incluir você?

Design Dolce sob imagem por fizkes em Canva

Resultado:

  • 0–2 “sim”: fique atenta — algumas atitudes podem ser sinais sutis.
  • 3–5 “sim”: tenha cuidado — pode haver indícios de um relacionamento abusivo.
  • 6 ou mais “sim”: alto risco — busque apoio imediato.

Independentemente do que o teste indique, lembre-se de que até um único sinal já merece sua atenção. É fundamental estar ciente do que está acontecendo e buscar um diálogo assertivo, pois alguns comportamentos podem não ser intencionais. No entanto, se você sente dificuldade em conversar, medo de se posicionar ou de estabelecer limites, isso já é um sinal de possível abuso em qualquer uma das formas de violência mencionadas aqui.

A vida não precisa ser cinza. Pintar com coragem significa reconhecer suas vulnerabilidades, buscar apoio e reconstruir sua autoestima. É escolher cores que representem dignidade, força e paz interior, independentemente de como os meses no calendário se desenrolam.

Uma sessão de acolhimento pode ser um espaço seguro para esclarecer crenças limitantes, fortalecer seus limites e retomar o controle da sua própria vida. É a chance de escolher a cor que você deseja para sua vida — e lembrar todos os dias que você merece viver em paz, se valorizar, se respeitar, se amar e confiar na sua capacidade de mudança.

A maioria de nós sabe o que precisa mudar, mas muitos não têm ideia de como começar. Eu sugiro que você comece pela consciência e, em seguida, dê um primeiro passo, que pode ser uma conversa assertiva ou buscar ajuda.

Se, ao refletir sobre o teste, você percebeu que está em um relacionamento abusivo e a situação já se tornou grave, é crucial buscar ajuda. No Brasil, você pode denunciar casos de violência pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e, em emergências, ligar para o 190 (Polícia Militar). Também é possível procurar a Delegacia da Mulher ou instituições de apoio locais.

E lembre-se: você não está sozinha. Estou aqui para todas as mulheres que lerem este artigo, oferecendo uma sessão de diagnóstico da autoestima, um espaço seguro para fortalecer quem você é, recuperar sua confiança e se proteger emocionalmente, despertando tudo o que há de melhor em você.

Que cor você vai escolher para pintar a sua vida a partir de agora?

Me escreva!

Ana Kekligian atua há mais de uma década na área de desenvolvimento humano, motivando mulheres a reconstruírem sua autoestima, promovendo inteligência emocional, comunicação assertiva e uma cultura de alta performance baseada em motivação, estratégia e propósito, de maneira a fortalecerem sua autoconfiança e se reconectarem com sua identidade para viverem com mais leveza e realização.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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