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Ruby canta um passado para emocionar no presente

Fotos por Guilherme Trindade Fotografia | @guilhermetrindadefotografia

Ela canta o ontem emocionando o hoje, com sonhos entre acordes e lembranças, costura sensações com a linha da voz

Por Paulo Maia

De Cajati, interior de São Paulo, para os palcos e telas de todo o Brasil, Ruby — nome artístico de Rubia Muniz — é a prova viva de que talento, quando aliado à coragem e à persistência, pode transformar uma vida.

Desde muito cedo, a música já pulsava em seu coração. Ainda na barriga da mãe, Ruby reagia às melodias que preenchiam o ambiente, como se já soubesse que sua vida seria guiada por notas e acordes. Sem músicos na família, mas cercada por amantes da boa música, ela cresceu entre influências que iam do clássico ao pop/rock, moldando uma artista completa e apaixonada.

A trajetória começou na infância, cantando na igreja e gravando músicas da rádio em fitas cassete para cantar junto. Incentivada pela tia, entrou para um coral aos 8 anos e mergulhou no universo do canto lírico, estudando por quatro anos. Aprendeu violino, violão, teclado, técnica vocal e até teatro — habilidades que mais tarde se tornariam suas aliadas no palco, ajudando-a a lidar com a ansiedade e a brilhar com presença e emoção.

Fotos por Guilherme Trindade Fotografia | @guilhermetrindadefotografia

Na adolescência, a mudança da voz a afastou do lírico, mas não da música. Formou uma banda com amigos da escola, tocou em eventos da cidade e foi convidada por um professor para cantar blues. Aos 22 anos, recebeu seu primeiro cachê e ali, com o coração cheio de certezas, decidiu que viveria da música.

A grande virada veio com a mudança para Santa Catarina. Primeiro em Itajaí, depois em Florianópolis, Ruby enfrentou os desafios da pandemia com resiliência. Trabalhou em cafeteria, conectou-se com artistas locais e encontrou na solidariedade um novo combustível para sua arte. Em apenas quatro meses, já cantava em casamentos e eventos, mostrando que sua voz não podia ser silenciada.

Ruby construiu sua carreira com dedicação e versatilidade. Montou bandas, fez parcerias com estúdios, deu aulas de técnica vocal e criou dois projetos musicais: um voltado para festas e casas de show, com hits dançantes dos anos 70 a 90, e outro especializado em casamentos, levando emoção a momentos únicos.

Fotos por Guilherme Trindade Fotografia | @guilhermetrindadefotografia

Mas foi no TikTok que Ruby encontrou uma nova forma de se conectar com o público — e com sua própria família, que nunca havia assistido a um show seu até então. Iniciou-se na plataforma em novembro de 2024 fazendo lives para mostrar seu trabalho e, surpreendentemente, conquistou uma legião de seguidores. Sua voz intensa e cheia de sentimento tocava corações, despertava memórias e fazia com que cada apresentação fosse um reencontro com o passado.

Em pouco tempo, Ruby se tornou a “Rainha do Flashback”, recebendo prêmios e reconhecimento por suas interpretações emocionantes. Hoje, graças ao agenciamento profissional e ao carinho dos fãs na plataforma, ela vive da música com estabilidade e afeto — provando que o talento, quando guiado pela alma, encontra sempre seu caminho.

Ruby não é apenas uma cantora. Ela é uma história de paixão e de conexão. Uma artista que transforma cada nota em emoção e cada palco — físico ou virtual — em um lugar de encontro entre sonhos e realidade.

Divulgação

Conheça Ruby em seus perfis:

Instagram | TikTok

Para ler a versão em inglês, clique aqui!

Paulo Maia é publicitário formado em Comunicação Social e atua no mercado há mais de 30 anos como profissional de comunicação e marketing; possui também larga experiência em Tecnologia da Informação e consultorias de negócios com projetos no Brasil e exterior. Editor do Portal Dolce Morumbi®, escreve eventualmente na coluna La Dolce Vita, além de fornecer sua redação a várias pessoas, empresas e entidades como marketing de conteúdo e publieditoriais.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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