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Psicóloga, sexóloga e especialista em Relacionamento e Sexualidade Humana

Libido, o desejo que nasce do propósito

Design Dolce sob imagem por Kaspars Grinvalds em Canva

Cada um de nós tem um motor que impulsiona o desejo — descobrir qual é o seu é o que torna a sexualidade viva e única

A libido não nasce pronta, ela é cultivada — como se cultiva uma planta, um corpo saudável ou uma boa relação consigo mesma. Não é sorte, é dedicação. É presença. É escolha.

A gente costuma tratar a libido como um fenômeno misterioso, que aparece ou desaparece conforme a fase da vida, o parceiro, o humor ou a rotina. Mas o desejo, na verdade, é um espelho: ele reflete o quanto estamos conectadas com o corpo, com a curiosidade e com o prazer de existir.

E para isso, é preciso propósito. Porque quem quer “ter mais libido” sem entender o porquê, acaba transformando o prazer em tarefa — e o toque em cobrança.

Design Dolce sob imagem por People Images em Canva

O primeiro passo é ressignificar o que é “estimular o desejo”. Libido não começa no sexo, começa no toque que não tem destino. Naquele momento em que você passa creme na pele sem pressa, sente o cheiro, observa o toque. Sem esperar que isso leve a nada. É o toque que ensina o corpo a ser território conhecido — não campo de desempenho.

Assim como quem quer mudar a alimentação precisa aprender o sabor real dos alimentos, quem quer reacender a libido precisa redescobrir o sabor da própria pele.

Libido é prática. E prática exige constância. A gente não espera acordar com o corpo forte sem exercício, nem com a mente calma sem descanso. Por que seria diferente com o desejo?

A libido é como um músculo invisível: enfraquece quando ignorado, floresce quando cuidado. E esse cuidado envolve sono, alimentação, fantasia, emoção, segurança e, principalmente, presença.

Design Dolce sob imagem por Prostock-Studio em Canva

Para sentir mais prazer, é preciso estar no corpo — não apenas usar o corpo.

Os grandes motivadores do sexo e da sexualidade também falam sobre o que nos move na vida:

  • a conexão, o desejo de ser vista, acolhida e amada;
  • a exploração, a curiosidade pelo novo e o prazer da descoberta;
  • a afirmação, a vontade de se sentir desejável e potente;
  • e a tranquilidade, o conforto de estar onde é seguro.

Cada um de nós tem um motor que impulsiona o desejo — descobrir qual é o seu é o que torna a sexualidade viva e única.

Porque quando o desejo apaga, quase nunca é apenas o sexo que está em silêncio. É o brilho da vida que perdeu cor.

E reacender a libido, no fundo, é reacender o olhar sobre si. É voltar a se escolher, se tocar, se admirar. É lembrar que o corpo não é só veículo — é casa.

A libido não é um capricho do corpo. É um lembrete da alma de que ainda há vida querendo ser sentida.

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Laís Melquíades é psicóloga, sexóloga e especialista em Relacionamento e Sexualidade Humana pelo CBI of Miami. Terapeuta Cognitivo-Comportamental de casal e individual, utiliza ferramentas da Terapia do Esquema e Mindfulness para promover mudanças profundas na vida afetiva e sexual. Apresentadora do programa “Meu Amigo Perguntou” na Rádio Alô FM, aborda sexualidade e relacionamentos de forma acessível e esclarecedora. Como palestrante e empreendedora, tem a missão de desconstruir tabus, ampliar o repertório emocional e proporcionar ferramentas para relações mais saudáveis e autênticas.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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