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Além das cotas: por que a inclusão de pessoas com deficiência precisa avançar?

Design Dolce sob imagem por Vetre Studio em Canva

Avanços em contratações e novas parcerias mostram progresso, mas a mudança cultural ainda é o maior desafio para empresas e sociedade

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Por Thalita Rocha

A inclusão de pessoas com deficiência no Brasil tem registrado avanços importantes, mas também expõe desafios que ainda precisam ser superados para que a sociedade seja, de fato, mais justa e acessível. Nos últimos anos, o país registrou progressos relevantes, como o fortalecimento da Lei de Cotas e novas parcerias governamentais para ampliar contratações. Mas, por trás dos números, permanece um cenário desafiador: a maioria das pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.

Em 2025, a Lei de Cotas completou 34 anos e contabilizou mais de 63 mil contratações de pessoas com deficiência no país, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, uma parceria inédita entre o INSS e o governo federal deve ampliar em 15% a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados, com medidas como integração de dados entre sistemas e alertas de vagas via Carteira de Trabalho Digital. São iniciativas que indicam avanço, mas que também reforçam a urgência de acelerar mudanças.

Design Dolce sob imagem por José Carlos em Canva

Ainda assim, os desafios persistem. Estima-se que menos de um terço das pessoas com deficiência em idade produtiva participem da força de trabalho. Isso significa que milhões de brasileiros permanecem à margem de oportunidades, não por falta de qualificação, mas por barreiras estruturais: ausência de acessibilidade, preconceito velado e ambientes pouco preparados para receber a diversidade. Nesse contexto, a verdadeira inclusão vai além da contratação, exige permanência, desenvolvimento e reconhecimento.

A tecnologia, por sua vez, é uma aliada que precisa ser usada com responsabilidade. Sistemas digitais e inteligência artificial podem facilitar a intermediação de vagas, personalizar experiências e ampliar a acessibilidade. Porém, se aplicados sem planejamento inclusivo, podem gerar efeitos opostos. Relatos recentes, por exemplo, mostram que 77% dos profissionais afirmam que a IA aumentou a carga de trabalho e reduziu a produtividade. Para pessoas com deficiência, o risco é ainda maior quando soluções tecnológicas não consideram diferentes necessidades.

Design Dolce sob imagem por Fat Camera em Canva

O caminho, portanto, é colocar a pessoa com deficiência no centro da estratégia de inclusão. Isso envolve ir além do cumprimento da lei e investir em programas de qualificação, adaptações razoáveis nos ambientes de trabalho e campanhas que valorizem a diversidade. Mais do que políticas de recursos humanos, trata-se de transformar a cultura organizacional. Como lembra um artigo sobre inclusão no LinkedIn, não basta contratar: é preciso garantir condições reais de permanência e crescimento.

De forma prática, a mensagem é clara: inclusão não é apenas sobre abrir portas, mas garantir condições para que todos possam avançar pelos mesmos caminhos. Os avanços já conquistados mostram que a transformação é possível. O próximo passo é garantir que a integração deixe de ser exceção e se torne regra, fortalecendo tanto pessoas quanto organizações. Porque quando a inclusão é verdadeira, não apenas vidas são transformadas, empresas e toda a sociedade saem ganhando.

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Thalita Rocha, Gerente de Comunicação e Pessoas na Actionline

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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