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Quando o silêncio deixa de proteger e começa a adoecer

Imagem em Freepik

Existe uma diferença clara entre o silêncio sábio e o silêncio do medo

Por Eduardo Marcondes Suave

Amigo leitor e amiga leitora, você já parou para pensar por que, diante de um conflito, muitas vezes escolhemos o silêncio? À primeira vista, calar-se pode parecer sinal de maturidade e autocontrole. Mas quando essa atitude nasce do medo de se posicionar, o silêncio deixa de ser proteção e passa a ser prisão.

O problema surge quando esse comportamento se repete. O silêncio constante acumula dentro de nós sentimentos de ansiedade, frustração e até depressão. A sensação de não ter voz ou valor mina a autoestima e cria a falsa ideia de que não temos direito de expressar o que pensamos e sentimos.

Imagem por Drobotdean em Freepik

Existe uma diferença clara entre o silêncio sábio e o silêncio do medo. O primeiro é uma escolha consciente, usada para preservar a paz ou refletir antes de agir. Já o segundo é um reflexo da insegurança, que nos leva a evitar confrontos às custas da nossa saúde emocional.

Quando silenciamos por medo, o conflito não desaparece: ele apenas muda de lugar. Sai do espaço do diálogo e passa a habitar dentro de nós, em forma de angústia e ressentimento. A longo prazo, essa dinâmica adoece, porque ninguém consegue viver bem negando continuamente a própria voz.

Aprender a se posicionar com clareza e respeito é o caminho para transformar o silêncio em escolha — e não em prisão. Falar com serenidade, ouvir com atenção e expressar necessidades sem agressividade nos permite construir relações mais autênticas. O silêncio saudável existe, mas ele nunca deve custar a nossa paz interior.

Design Dolce sob imagem por Daria Obymaha em Pexels

Referências

Alberti, R. E., & Emmons, M. L. (2017). Your perfect right: Assertiveness and equality in your life and relationships (10th ed.). New Harbinger Publications.

Gross, J. J., & Levenson, R. W. (1997). Hiding feelings: The acute effects of inhibiting negative and positive emotion expression. Journal of Abnormal Psychology, 106(1), 95–103.

Rogers, C. R. (1961). On becoming a person: A therapist’s view of psychotherapy. Houghton Mifflin

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Eduardo Marcondes Suave é médico graduado pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória, com pós-graduação em Psiquiatria, Medicina Intensiva e Aplicações Complementares às Ciências Militares pela Escola de Saúde do Exército. Capitão do Exército Brasileiro, com atuação nas áreas de psiquiatria, terapia intensiva e medicina militar.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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