Sabe aquele momento que você fala para um público que te inspira e faz com que você perceba como valeu a pena ter estudado tanto um determinado tema?
Semana passada fui convidada pela FGV Global para falar sobre negociação, um tema que embora pareça totalmente técnico, na verdade é profundamente humano.
A plateia era formada por jovens de diferentes cursos. Jovens que no futuro serão responsáveis por relações internacionais, geopolítica, economia. Jovens conectados, curiosos e genuinamente interessados em aprender a arte de negociar com assertividade.
Foi lindo perceber o brilho nos olhos deles, o desejo real de compreender, de crescer, de serem profissionais melhores.

Mostrei que aprendemos a negociar desde cedo, dentro de casa com a família, na escola com os amigos, no trabalho com clientes e com parceiros.
Este aprendizado mostra que o verdadeiro acordo em uma negociação não nasce do embate, mas da escuta, da compreensão. Usei um exemplo clássico: a disputa por uma laranja, onde duas pessoas brigam pela mesma fruta, até descobrirem que uma quer o suco para tomar e a outra quer a casca para fazer um bolo. Ambas podem sair satisfeitas, desde que saibam ouvir.
Negociar, portanto, não é uma luta onde existe um vencedor e um perdedor. Negociar é a busca pelo melhor resultado possível. Onde ambos saem satisfeitos com os resultados.
Falei sobre o poder da escuta, sobre a empatia, sobre o valor de entender os objetivos de cada lado. Negociar é sobre pessoas, sobre conexão e sobre a sabedoria de perceber que, nem sempre o que o outro lado quer, ameaça o que você precisa, as vezes pode complementar.

Sabe o que mais me encantou nesta experiência na FGV? Ver jovens que estudam, que questionam, que se posicionam com propósito.
Jovens que, além das redes sociais usuais da sua idade, também usam redes sociais como Linkedin, se posicionando e interagindo com os líderes das maiores empresas do Brasil e do mundo.
Eles representam o futuro da liderança consciente, uma geração que não quer apenas ganhar, mas gerar valor.
Saí da FGV com o coração cheio. Não apenas por ter compartilhado ferramentas de persuasão que certamente transformarão seus resultados, mas por ter visto esperança viva naqueles olhares.
Afinal, o futuro é promissor quando quem negocia entende que, em cada conversa, existe a chance de criar um mundo melhor, mais colaborativo e humano.































