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Menos de 30% dos jovens brasileiros demonstram interesse por questões ambientais

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay-

Âmbito escolar é crucial para abordar assuntos emergentes e conectar os alunos com o mundo, a natureza e o meio ambiente

Menos de 30% dos jovens brasileiros discutem frequentemente questões ambientais, mostra o levantamento “Juventudes, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas” das redes Em Movimento e Conhecimento Social. O estudo revela que, para essa faixa etária, o meio ambiente vem atrás de outros temas como qualidade na educação e direitos das mulheres. Além disso, o resultado não está relacionado à baixa escolaridade, uma vez que quatro em cada 10 entrevistados já haviam concluído o ensino superior ou pós-graduação.

Paulo Chagas Dalcheco, mestre em Linguagem e Educação e orientador educacional nos Anos Finais do Ensino Fundamental da Escola Lourenço Castanho, ressalta que a questão ambiental demanda a implementação de políticas públicas eficazes. Ele destaca a importância de abordar tanto a proteção quanto a educação ambiental, defendendo uma abordagem pedagógica que inclua a alfabetização para a sustentabilidade. “Assim como aprendem a ler, escrever e fazer contas, os alunos deveriam aprender a gerir os recursos, evitar desperdícios e reaproveitar materiais. A escola deve dar os primeiros passos, mas o engajamento só é realmente possível com a adesão da comunidade escolar e da sociedade”, afirma.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
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O estudo revela que, apesar das limitações no conhecimento sobre questões ambientais e climáticas, mais de 70% dos entrevistados estão familiarizados com termos como “aquecimento global” e “mudanças climáticas”. Dalcheco observa que, embora os estudantes possam entender conceitualmente o que são mudanças climáticas, ainda existem desafios no ensino dessa temática. “O grande desafio em qualquer escola é que esses próprios alunos ultrapassem o mero discurso e consigam perceber que suas ações diárias, seus costumes e modos de vida também contribuem para o aumento da temperatura no planeta ou a poluição no rio Tietê, por exemplo. Isso está acontecendo agora, no presente, mas também trará consequências futuras”, comenta.

Planejamento

O impacto de uma ação pedagógica pode ser difícil de medir, pois muitas aprendizagens ocorrem no campo da subjetividade. No entanto, um planejamento adequado pode permitir a coleta de dados antes, durante e após a implementação da proposta. “Quando se trata de sustentabilidade, não se mede a aprendizagem aplicando uma prova ao fim de uma sequência, mas observando as ações diárias dos alunos e demais pessoas da comunidade escolar, qual seu comportamento em relação aos ambientes que frequenta, se as atitudes demonstram responsabilidade para com o meio ambiente”, explica Dalcheco.

Design Dolce sob imagem por Robert Kneschke em Canva
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Para alcançar esse objetivo, a escola é crucial para conectar os alunos com o mundo, a natureza e o meio ambiente. Estudos de campo são um exemplo eficaz, pois permitem que os estudantes se engajem e aprendam por meio da experiência prática, gerando resultados positivos no processo de aprendizagem. “Em geral, as crianças ficam bastante sensibilizadas com a preservação da fauna, com a poluição do plástico nos oceanos e, certamente, são muito atraídos pela temática dos desastres naturais. Todas essas coisas parecem ficção científica, e as crianças se surpreendem quando se dão conta de que é tudo real, e que também somos responsáveis pelo nosso planeta”, enfatiza.

As iniciativas devem ir além da teoria e envolver diversos grupos da sociedade, incluindo as famílias. Os pais podem se voluntariar para projetos escolares, colaborar com os educadores e contribuir para a promoção da sustentabilidade e da conscientização ambiental. Essas atividades podem ocorrer tanto na escola quanto em casa, fortalecendo a integração entre o ambiente escolar e familiar. “É possível promover algumas ações pontuais, como o ‘dia sem consumo’, o ‘dia sem lixo’, assim como organizar competições e outros eventos que tematizem o respeito ao meio ambiente, a promoção e divulgação de ações realizadas. Essas ações e tantas outras podem partir tanto da escola quanto das famílias. A responsabilidade é de todos”, conclui Dalcheco.

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Bacharel e licenciado em Letras e mestre em Linguagem e Educação pela Universidade de São Paulo (USP), atualmente, Paulo Chagas Dalcheco cursa Pedagogia pela Faculdade Sumaré. Já atuou como professor no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e atua como orientador educacional no Ensino Fundamental. Ao longo da sua história na Educação, tem se aprofundado em temas ligados a todas as faixas etárias do Ensino Fundamental, desde a alfabetização até a adolescência. Como educador, acredita na capacidade de transformação do ser humano, e trabalha para que a escola seja a base de uma sociedade mais justa. 

A Escola Lourenço Castanho oferece um projeto pedagógico inovador, que extrapola o trabalho com os conteúdos produzidos pelas grandes áreas do conhecimento, investindo também no desenvolvimento da autonomia e da crítica, na análise da dimensão social construída pelos estudantes e na vinculação com o saber. Ao longo dos anos, a Escola mantém o compromisso com seus princípios, consolidando a formação integral como a base de seu projeto pedagógico-educacional.

@escolalourencocastanho

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