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Como as repúblicas marítimas da Itália moldaram o Ocidente contemporâneo?

Seguidor inglês de Canaletto, final do século XVIII, Domínio Público, via Wikimedia Commons

Livro do professor universitário e doutor em Direito, Roberto Chacon de Albuquerque, explica o funcionamento das cidades desde o século XI e analisa suas influências até os dias atuais

Você já se questionou de onde surgiram elementos fundamentais do capitalismo, como o sistema de crédito, o mercado de seguros e os bancos? Ou pensou sobre quem foram os inventores de tecnologias e pesquisas imprescindíveis para as relações do mundo hoje, como os mapas náuticos e as bússolas? Esses conhecimentos remontam ao período das repúblicas marítimas italianas, existentes dos séculos XI a XVIII, cuja história ganha novas perspectivas no livro As Repúblicas Marítimas Italianas: de Roma a Veneza, do professor universitário e doutor em Direito, Roberto Chacon de Albuquerque.

A partir de um assunto inédito no mercado literário brasileiro, o autor faz uma reconstrução cronológica de todas essas cidades litorâneas da Itália – Amalfi, Ancona, Gaeta, Gênova, Noli, Pisa, Ragusa e Veneza – com o intuito de destacar a contribuição de cada uma para a história mundial. Dividida em capítulos que podem ser lidos em qualquer ordem, a obra analisa redes de comércio, estruturas de governo, estratégias de defesa militares e expressões artísticas da época.

Além disso, o livro retrata as influências sociais, econômicas, políticas e culturais das repúblicas que transformaram o Ocidente e reverberam até a contemporaneidade. Por terem estreitado os laços com diversas regiões do mundo e dominado as rotas comerciais do Mediterrâneo, elas criaram as bases da diplomacia. Também foram responsáveis pela criação de sistemas bancários, pelo surgimento da bolsa de valores e pela construção de escolas de arquitetura e de artes.

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Canaletto. Domínio público, via Wikimedia Commons

Pioneiras na transição do feudalismo para o capitalismo, as repúblicas marítimas italianas viveram o auge por muitos séculos, mas gradualmente começaram a desaparecer devido a uma combinação de fatores. Esse declínio, provocado por questões como a ascensão de novas potências, a mudança nas rotas comerciais e os confrontos militares, é explorado por Roberto Chacon de Albuquerque nos subcapítulos.

As Repúblicas Marítimas Italianas ainda discorre sobre figuras célebres, como Marco Polo, Cristóvão Colombo e Fibonacci. “A obra explora a aura de romance e mistério que cerca figuras históricas como as dos doges, banqueiros e desbravadores não só de Veneza e Gênova, incluindo o aventureiro Casanova. O livro oferece ao leitor a oportunidade de conhecer um dos aspectos mais fascinantes e multifacetados da história ocidental, com implicações decisivas para a política, a economia e a cultura do mundo moderno”, explica o escritor.

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As Repúblicas Marítimas Italianas

de Roma a Veneza

Autor: Roberto Chacon de Albuquerque
Editora: EDUCS
ISBN: B0DGQX8GS7
Páginas: 712
Preço: R$ 35 (e-book)
Onde comprar: Amazon

Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Católica de Brasília, Roberto Chacon de Albuquerque é mestre e graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Nascido no Recife, ele é sócio-correspondente da Academia Pernambucana de Letras, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Também é autor dos livros “A Revolução Holandesa: Origens e Projeção Oceânica” (Editora Perspectiva), “Albuquerque e Nassau: Origens e Perfis” (Editora Topbooks), além de “As Repúblicas Marítimas Italianas: de Roma a Veneza” (EDUCS).

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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