Quando eu era mais jovem costumava viajar muito sozinha. Eu sempre gostei de visitar novos destinos sozinha porque é uma forma de vivenciar novas experiências e me obrigar a fazer novas conexões com as pessoas.
Entre uma dessas viagens, me lembro de uma experiência muito interessante que tive na Bélgica, em Bruxelas. Eu estava hospedada em um albergue próximo a um dos museus mais interessantes da cidade (Museu de Arte de Bruxelas). Depois de um passeio gostoso pela cidade e voltando para a hospedagem, resolvi parar em um bar para tomar uma água e comer alguma coisa.
Me sentei e fiz o meu pedido, como o bar ainda estava vazio pude ficar olhando o que o barman estava fazendo. Para puxar assunto perguntei: “Que drink você está fazendo?”. Ele respondeu: “Uma caipirinha, conhece?”.

Quando ele falou isso comecei rir e disse para ele que eu era brasileira. Então, ele abriu um sorriso e me disse: “Não quer me ensinar a fazer uma caipirinha?”. Não acreditei no que ele falou e perguntei se ele queria mesmo que eu fizesse. Ele me disse que estava praticando porque a caipirinha tinha virado moda por lá e queria saber como eu fazia.
Entrei por trás do balcão, peguei um copo e comecei a cortar o limão. Fiz a caipirinha e pedi para ele provar. “Excelente! Eu não estou conseguindo fazer assim.”. Pedi que ele fizesse uma para eu tomar.
Quando provei percebi que ele colocava muita caipirinha e não espremia o limão, então a bebida com gosto só de cachaça. Falei para ele espremer o limão e usar o suco para deixar a bebida mais saborosa. Ele fez como eu disse e ficou ótima!

Depois voltei para a minha mesa e pedi para ele uma cerveja belga. Essa experiência eu nunca mais esqueci porque foi algo tão interessante que eu guardo comigo até hoje.
Se você for viajar procure ter uma interação com os cidadãos locais, você pode se surpreender e até fazer uma caipirinha por aí!
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