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Tentando engravidar? O que fazer quando as cobranças incomodam

Design Dolce sob imagem por autor-img em Canva

Psicóloga perinatal ensina formas de enfrentar perguntas invasivas e manter o bem-estar emocional

A pressão para engravidar pesa para muitas mulheres. Perguntas como “E os filhos?” parecem inofensivas, mas podem gerar ansiedade, frustração e tristeza, principalmente para quem enfrenta dificuldades para engravidar.

A atriz e cantora Mariana Rios já comentou sobre as cobranças que recebe por ainda não ter filhos. Ela, que também está na jornada para engravidar, compartilhou algumas vezes como lida com essa pressão. Para lidar com as expectativas alheias sem sobrecarga emocional, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, recomenda estratégias que ajudam a preservar a saúde mental.

Para Rafaela, o suporte psicológico pode fazer toda a diferença para quem enfrenta cobranças sobre maternidade. Segundo ela, no Brasil, menos de 1% dos psicólogos são especializados em saúde perinatal, o que dificulta o acesso a esse tipo de acompanhamento.

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A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo reuniu cinco dicas para ajudar quem enfrenta cobranças sobre maternidade a cuidar da saúde mental:

1) Reconheça seus sentimento

É natural que perguntas sobre maternidade despertem emoções intensas, como tristeza ou frustração. Validar essas sensações é o primeiro passo para lidar com elas. Não ignore seus sentimentos nem se cobre por estar sempre bem.

2) Estabeleça limites em conversas

Comentários ou perguntas invasivas podem ser desconfortáveis. Prepare respostas curtas e assertivas ou, se necessário, mude o foco da conversa. Proteger sua saúde mental é mais importante do que tentar atender às expectativas dos outros.

3) Valorize seu próprio ritmo

Cada trajetória é única e merece ser respeitada. Evite comparações com outras pessoas e lembre-se de que não existe um cronograma universal. O importante é priorizar o que faz sentido para você.

4) Procure redes de apoio

Grupos de apoio para tentantes e conversas com outras mulheres na mesma situação ajudam a aliviar o peso emocional. Esses espaços permitem compartilhar experiências e encontrar acolhimento.

5) Busque acolhimento psicológico especializado

Além das redes de apoio, o acompanhamento psicológico oferece suporte essencial para lidar com as pressões sociais e emocionais do período. A nova Lei 14.721, que garante suporte psicológico gratuito pelo SUS, é uma oportunidade para buscar auxílio especializado. Converse com seu médico para obter indicações de psicólogos perinatais e aproveite os recursos disponíveis. Esse suporte ajuda a reduzir o impacto emocional e a enfrentar questões como ansiedade e depressão. 

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Profª Dra. Rafaela de Almeida Schiavo é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil.

Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

@rafaela.schiavo | @materonline

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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