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Curtidas não são afeto

Imagem por lookstudio em Freepik

Não se engane: a superexposição muitas vezes é sintoma de baixa autoestima

Por Adrielle Lopes 

Vivemos em um tempo de stories perfeitos, em que jantares à luz de velas e legendas românticas criam a ilusão de que amar é simples — e estar só, um fracasso. A pressão social e digital transforma o status de relacionamento em termômetro de valor pessoal. E, silenciosamente, muitas mulheres começam a se perguntar: “O que há de errado comigo?

Eu já fiz essa pergunta também. Mas a resposta é clara: nada. O problema está na forma distorcida com que o amor tem sido medido, baseada em superficialidades, filtros e carências emocionais. Estar solteira não é sinal de fracasso, atraso ou incompletude. Muito mais prejudicial é permanecer em um relacionamento vazio, mantido apenas por medo, status ou conveniência. A saúde emocional começa quando entendemos que conexões não se sustentam em aparências, mas em verdade, propósito e maturidade.

Imagem em Freepik

Escolher esperar é um ato de coragem. É nesse tempo que descobrimos quem somos, o que realmente queremos e o que jamais aceitaremos. A espera me ensinou que não preciso me apressar para agradar algoritmos, nem expor a minha vida para validar sentimentos. Quando a autoestima está saudável, a gente não precisa provar nada para ninguém.

E não se engane: a superexposição muitas vezes é sintoma de baixa autoestima. Mostrar demais não significa amar mais. Pelo contrário: quem se ama sabe se preservar. Quem se conhece, sabe seu valor. E quem se valoriza, escolhe com mais consciência. Foi assim que aprendi a me preparar para viver um amor: mergulhando no autoconhecimento, cuidando da minha saúde emocional, espiritual, financeira e física.

Ame-se para amar bem. Porque no fim das contas, não é o status que define você — é sua identidade. E a minha, eu escolhi viver com fé e propósito, não com pressa para tentar substituir a solitude saudável por relações falidas.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Adrielle Lopes é psicóloga, mentora de mulheres, cantora e autora do livro Encalhada? Não! Eu escolho…

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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