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É profissional de Marketing, terapeuta integrativa e escritora e pode lhe ajudar a deixar a maternidade mais leve!

Lua cheia, filhos e rituais simples que nos conectam

Imagem e montagem feita com Inteligência Artificial na plataforma Canva

Momentos que nos lembram que fazemos parte de algo maior

Estamos em época de lua cheia, eclipse, lua de sangue, e nada melhor do que falar de rituais da lua, não acha?

Há uma noite por mês em que a lua chega sem pedir licença e ilumina até os cantos mais quietos da alma. É quando eu chamo meus filhos e digo, “vamos lá fora, a lua está nos esperando”. Eles se entusiasmam, pois sabem que vem um momento único, e quando chegamos na sacada, aquela luz prata viva banha nossos rostos e algo muda. O mundo fica em pausa por alguns instantes.

Não precisamos sempre de velas coloridas ou cerimônias complicadas. Menos é mais quando se trata de falar com a lua. Nos sentamos no chão da varanda e simplesmente olhamos. Deixamos os olhos se ajustarem àquela luz antiga que já iluminou centenas de gerações antes de nós, que já vivenciou tantas histórias.

Imagem de vecstock gerada por IA em Freepik

Eu pergunto o que eles estão sentindo. E as respostas sempre me surpreendem. Às vezes é um silêncio que fala mais que palavras. Outras vezes é um segredo que só a lua merece ouvir. Rafael já disse que sente como se a luz limpasse a bagunça do seu dia. Já a Sara, uma vez, sussurrou que a lua parecia lhe dar um abraço.

Criamos pequenos rituais que nascem na hora. Às vezes escrevemos num papel o que queremos deixar ir e queimamos na chama de uma vela sob o olhar da lua. Outras vezes, apenas agradecemos em voz alta pelas coisas boas que aconteceram. Tem noite que nos divertimos vendo detalhes da forma da lua; outras, ficamos em silêncio, ouvindo o mundo noturno aceitar a luz lunar.

O mais bonito é ver como eles, aos poucos, internalizam esse ritual e se conectam cada vez mais com a natureza. Já aconteceu de meu filho adolescente me procurar numa noite de lua cheia e dizer, “Mãe, a lua está linda, vamos lá fora?”. E naquele momento, eu sei que plantei algo maior que um hábito: plantei uma conexão.

Esses momentos nos lembram que fazemos parte de algo maior. Que nossos problemas são temporários, mas a lua sempre voltará, majestosa! Que a vida é feita de ciclos e recomeços. E que mesmo nas noites mais escuras, há uma luz que persiste em iluminar nossos caminhos.

Imagem Kjpargeter feita por IA em Freepik

No final, voltamos para dentro de casa com o coração mais leve e o espírito mais calmo. Eles vão dormir com um pedaço de lua na janela, e eu vou dormir sabendo que criei um laço que nem o tempo apagará.

Você também pode começar hoje. Não precisa ser perfeito. Basta uma varanda, um quintal, até uma janela aberta. Quantas noites de verão dormi com a janela aberta apenas para que a lua iluminasse minha cama e eu adormecesse admirando-a.

Chame seus filhos, olhem juntos para a lua e deixem a magia acontecer. A noite é paciente, e a lua está sempre pronta para receber quem quer se conectar.

Nossa vida é corrida, sim, mas algumas pausas são sagradas e necessárias. E a lua cheia é uma delas.

Experimente!

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gisele Ribeiro é profissional de marketing, terapeuta integrativa e autora do livro Diário de uma mãe nada especial – Desmistificando a mãe idealizada no qual compartilha detalhes íntimos da sua trajetória na maternidade e como isso mudou sua, principalmente a profissional.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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