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Medo de demissão silencia quase metade dos profissionais que já sofreram assédio moral, aponta pesquisa do LinkedIn e Think Eva

Design Dolce sob imagem por Pixelshot em Canva

A nova edição do estudo Trabalho Sem Assédio também mostrou que 57% dos profissionais já presenciaram situações de assédio sexual no ambiente de trabalho; 29% dos entrevistados afirmaram já ter passado por assédio moral nas plataformas digitais

O assédio no ambiente de trabalho ainda é uma realidade recorrente para profissionais em todo o Brasil. É o que revela a nova edição da pesquisa Trabalho Sem Assédio 2025, conduzida pela Think Eva, consultoria estratégica para equidade de gênero, em parceria com o LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, e que traça um panorama completo sobre os assédios moral e sexual nos ambientes profissionais, seus impactos e a resposta das organizações. Segundo o levantamento, quase metade dos profissionais já vivenciou assédio moral no trabalho, e 48,5% deles(as) afirmaram não denunciar esse tipo de violência por medo de retaliação ou demissão. 

Apesar dos avanços e da maior visibilidade sobre o tema, a pesquisa mostra que o assédio moral é o tipo de violência mais citado no ambiente profissional. O cenário é agravado por sentimento de insegurança, exposição e descrédito, que dificultam a tomada de atitude por parte das vítimas e alimentam a subnotificação. 

“Estamos diante de um cenário que exige ação imediata e estratégica das lideranças. A subnotificação do assédio e a baixa adesão aos canais de denúncia indicam um problema que vai além da gestão de pessoas, sendo reflexo de estruturas organizacionais que ainda falham em garantir acolhimento, segurança psicológica e confiança para seus profissionais. Essa inação tem um custo altíssimo, impactando diretamente a retenção de talentos, derrubando a produtividade e manchando a reputação”, afirma Ana Plihal, Executiva de Soluções de Talento do LinkedIn no Brasil.

Design Dolce sob imagem por Pixelshot em Canva

Assédio sexual segue presente e pouco denunciado nas empresas

O estudo revela que o assédio sexual ainda está amplamente presente nos ambientes profissionais. Mais de um terço das mulheres afirma já ter vivido esse tipo de situação ao longo da carreira, enquanto 57% dos profissionais – homens e mulheres – dizem já ter presenciado episódios de assédio sexual no trabalho, mesmo que não tenham sido diretamente afetados. Os dados mostraram, inclusive, que 75% das pessoas que já vivenciaram ou testemunharam situações de assédio em seus trabalhos identificaram esse tipo de agressão pelo menos uma vez ao mês.

Apesar da alta incidência, o encaminhamento para canais formais é ainda mais raro nestes casos. Apenas 10% das mulheres que já sofreram assédio sexual no trabalho recorreram aos canais oficiais de denúncia oferecidos pelas empresas. Entre os principais motivos apontados estão o medo da impunidade, da exposição pública e da minimização do caso por colegas ou lideranças. 

A pesquisa revelou que apenas 35% dos casos são de conhecimento das empresas e cerca de 50% dos colaboradores brasileiros não enxergam ações voltadas para isso nas organizações onde trabalham, destacando a necessidade de implementação de canais internos de denúncia eficazes e de políticas antiassédio robustas no ambiente corporativo.

“É preciso coragem para enfrentar esse problema e garantir um ambiente de trabalho seguro e inclusivo de verdade. Fomentar uma cultura organizacional ética e a confiança nos canais de denúncia e protocolos de apuração não é bom só para os colaboradores, mas também para os negócios”, explica Maíra Liguori, cofundadora da Think Eva.

Mesmo entre profissionais de empresas obrigadas a implementar ações de prevenção ao assédio, conforme determina a Lei Emprega + Mulheres (Lei 14.457/22), 83% afirmam desconhecer a existência da legislação ou suas obrigações básicas. O dado sugere que a falta de comunicação interna e formação contínua sobre o tema ainda representa um gargalo relevante. Para além das políticas da empresa, os profissionais precisam ter acesso a recursos que os ajudem a compreender seus direitos, aprender a utilizar os canais de denúncia de forma eficaz.

Design Dolce sob imagem por Andrey Popov em Canva

Efeitos diretos na saúde mental e nas carreiras

A pesquisa mostra que o assédio no trabalho, seja moral ou sexual, impacta diretamente a saúde emocional e a trajetória profissional das pessoas.

Entre quem passou por assédio moral, os sintomas mais citados são desânimo (43%), ansiedade e depressão (34%) e queda na autoconfiança (33%). O impacto na carreira também é inevitável: 1 em cada 6 profissionais pediu demissão após vivenciar esse tipo de violência, e 1 em cada 3 repensou seus planos de carreira. No caso do assédio sexual, mais de um terço das mulheres afirmam já ter enfrentado essa situação, e 16% delas deixaram seus empregos como consequência direta.

O assédio nos meios digitais

A pesquisa também evidencia que 27% dos profissionais ouvidos afirmaram já terem sido abordados por mensagens com conteúdo sexual inadequado nas plataformas digitais, e 29% disseram já ter passado por situações de exposição, comentários ofensivos ou constrangimentos nas redes sociais.

Para as Diretrizes da Comunidade do LinkedIn, investidas românticas e assédio são consideradas violações. Para identificá-las com agilidade e assertividade, a plataforma conta com equipes e o auxílio de tecnologia proprietária, que trabalham em conjunto para remover proativamente todo tipo de conteúdo prejudicial. Profissionais que presenciarem ou sofrerem situações de assédio na plataforma podem relatar o caso por meio das ferramentas de denúncia disponíveis em cada publicação, comentário ou perfil. A plataforma também oferece um recurso de segurança avançado opcional, que, quando ativado, detecta e oculta mensagens prejudiciais, facilitando a denúncia.

Outra importante ferramenta eficaz no combate ao assédio digital é garantir que os usuários utilizem sua identidade real no uso da plataforma. Ao adicionar uma camada de responsabilidade e transparência, a verificação de identidade ajuda a dissuadir comportamentos inadequados e dificulta que indivíduos se escondam no anonimato para praticar o assédio. 

Saiba mais sobre como o LinkedIn aplica suas políticas e orientações para combater comportamentos abusivos em: Ajuda do LinkedIn – Assédio e conteúdo abusivo.

Metodologia

A pesquisa Trabalho Sem Assédio 2025 é uma iniciativa do LinkedIn em parceria com a Think Eva e apoio do Opinion Box. A coleta de dados foi realizada entre abril e maio de 2025, com 3.128 entrevistas em todo o Brasil, abrangendo diferentes gêneros, regiões, faixas etárias, recortes raciais e níveis hierárquicos. O estudo teve margem de erro de 1,7 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

O LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo. Estamos presentes em mais de 200 países e contamos com mais de 1 bilhão de usuários(as), sendo deles mais de 89 milhões de brasileiros(as). Ajudamos a conectar os(as) profissionais do mundo a oportunidades de emprego e a transformar a forma com que as empresas contratam, divulgam suas marcas e vendem. Nossa visão é criar oportunidades econômicas para todos(as) os(as) usuários(as) do mercado de trabalho. 

@linkedin | @linkedin_br

Consultoria estratégica que potencializa a equidade de gênero e o impacto social de empresas, marcas e instituições, a Think Eva trabalha pela inserção, retenção e ascensão das mulheres no mundo do trabalho, com foco na cultura organizacional e no público interno. Também é referência na produção de dados e inteligência que orientam a tomada de decisão e geram impacto positivo na vida das mulheres.

@think.eva

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Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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