Desde a infância, somos moldados a acreditar que, ao atingir a maioridade, deveríamos ter concluído os estudos, buscado o emprego dos sonhos e, até aqui, tudo bem. No entanto, e os desafios da vida? Os obstáculos que surgem em nosso caminho, quem os reconhece? Quem explica que a dependência familiar pode influenciar no hábito de procrastinar?
Sim, sim, vamos organizar o nosso fio de pensamento.
Afinal, o que é procrastinar? É adiar tarefas, deixando para depois o que poderia ser feito agora.
Certo, mas como corrigir isso? Comece dividindo as tarefas em partes menores, estabelecendo metas realistas e crie um cronograma. Encontrar motivação e eliminar distrações também ajuda a manter o foco.

O parágrafo acima parece ser fácil de lidar, de resolver e é responsabilizado maioritariamente o ato ou ao hábito de procrastinar ao sujeito ou procrastinador (não que não tenha culpa, também) neste caso, o que para mim não faz sentido algum, pois algumas pessoas iniciam esse hábito na tenra idade e de forma inconsciente.
Ora vejamos. Desde pequenos somos ensinados a fazer uma coisa a cada momento pois sempre existirá o dia de amanhã, a criança querendo, por exemplo, não poderá fazer duas classes em simultâneo porque ainda dá tempo, não precisa correr; o universitário não deve se preocupar em procurar o emprego, pois poderá fazê-lo amanhã, depois que findar o curso; ao trabalhador é vendido a ideia de trabalhar muito para viver da reforma que receberá amanhã e etc., etc.
Inconscientemente somos de forma bem inocente, por vezes, enviados a fazer amanhã ou depois, e dependendo do caracter de cada pessoa, hoje adulta, dificilmente saberá primeiro o que está a procrastinar e automaticamente reduzindo a sua qualidade de vida.

Acredito piamente que a questão da procrastinação deveria ser tratada não apenas por coaches, mas também por profissionais de saúde, sejam eles psicólogos ou terapeutas, pois ela é bem maior que o espectro visível a olho nu.
Entenda que não estou aqui a dizer para abraçar a procrastinação e esperar pelo socorro, mas sim, para identificar e procurar ajuda antes que o quadro se agrave.
Quero, sim, que entenda que o surgimento da sua procrastinação pode ter uma base lá na sua infância e que deve ser discutida. Nem sempre têm muito a ver com a sua preguiça exacerbada ou falta de foco. Convido lhe a tentar perceber, sob todos os prismas, e que queira ser alguém melhor para si e acima de tudo, para o seu sucesso.
Tu, podes libertar-te da procrastinação.
































