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O papel das mulheres no avanço da segurança psicológica nas empresas

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

A presença feminina fortalece a construção de ambientes de trabalho mais seguros

Por Adriana S Carreira

O Dia Internacional da Mulher sempre me leva a refletir sobre responsabilidade. No ambiente corporativo, responsabilidade não é discurso, é diretriz estratégica. Cuidar de pessoas não é uma virtude acessória, mas uma decisão de gestão com impacto direto na sustentabilidade e na perenidade do negócio.

Ao longo da minha trajetória na área jurídica, acompanhei a evolução do debate sobre confiança organizacional. O tema deixou de ser periférico e passou a ocupar a agenda de liderança. Trabalhadores precisam se sentir seguros para apresentar ideias, discordar de decisões e relatar situações inadequadas sem receio de exposição ou retaliação. Quando esse contexto não existe, instala-se o silêncio. E o silêncio, no mundo corporativo, representa vulnerabilidade.

Dados recentes reforçam essa preocupação. O Safety and Health at Work Report (2025) apontou que 65% dos trabalhadores entrevistados afirmam que a proteção emocional é frequentemente negligenciada nas empresas, impactando diretamente saúde, bem-estar e percepção de exposição institucional.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Estudos divulgados em 2025 também indicam que equipes que atuam em contextos de confiança e abertura apresentam melhor desempenho e maior engajamento, com correlação de até 25% de aumento na produtividade quando práticas estruturadas são adotadas. O tema, portanto, não é apenas humano, é econômico.

A área jurídica desempenha papel central nessa transformação. Não se trata exclusivamente de mitigar passivos, mas de estruturar políticas internas, diretrizes éticas, canais de denúncia eficazes e procedimentos investigativos conduzidos com técnica, imparcialidade e previsibilidade. Nesse cenário, governança significa execução consistente e cultura aplicada.

A presença feminina em posições estratégicas, especialmente no jurídico, agrega densidade às decisões e contribui para uma cultura corporativa mais consciente dos impactos institucionais de cada escolha. Diversidade não é retórica. É fator de qualidade decisória. Contextos plurais analisam conflitos com maior amplitude e constroem soluções mais sustentáveis.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Outro ponto relevante é a evolução regulatória no Brasil. Em maio de 2025, as empresas passaram a ter a obrigação de avaliar riscos psicossociais como parte da gestão de segurança e saúde no trabalho, incluindo fatores como estresse e assédio. A mensagem é clara: o cuidado com a integridade emocional deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito de conformidade.

Neste mês da mulher, a reflexão vai além da simbologia. Valorizar mulheres em posições de liderança, sobretudo em áreas que estruturam diretrizes e cultura organizacional, é fortalecer organizações mais éticas, transparentes e resilientes.

Promover confiança institucional não é apenas proteger pessoas. É preservar reputação, reduzir exposição e assegurar a continuidade do negócio.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Adriana S Carreira é Superintendente de Compliance na Actionline

Colaboração da pauta:

Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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