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Quando tudo parecia travado, algo invisível destravou a equipe

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

A transparência plena permite que os reais conflitos e incômodos das pessoas venham à tona

Por Simone Zolet

Na atuação enquanto consultora em gestão estratégica de pessoas, sempre procurei seguir a intuição e me preparar com antecedência. Meu público eram os proprietários de empresas e a diretoria.

No dia a dia, via de regra, costumava chegar pelo menos 30 minutos antes do horário agendado dos compromissos e reuniões para perceber o ambiente e as pessoas. Como chegava antes, sobrava tempo para caminhar pela empresa de modo tranquilo, como quem não quer nada. Cumprimentava os funcionários e procurava perceber o padrão das energias. Prestava atenção na repercussão dessas energias em mim e anotava os insightsque vinham. Essa preparação sempre me ajudava a ser mais assertiva e assistencial no trabalho a ser realizado.

Isso sempre funcionou. Mas, naquele dia em especial, era possível pressentir algo maior: o ambiente estava carregado de tensões não ditas e irritação acumulada, sobretudo dos líderes.

Eu caminhava pelos corredores e sentia os olhares tensos.

No papel de consultora, sabia que minha primeira tarefa naquele dia não seria apenas mostrar o relatório que havia combinado de apresentar aos gestores.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

O que fiz antes da reunião mudou tudo

Eu precisava preparar o ambiente antes. Como a sala da reunião já estava disponível, fui para lá imediatamente. Ao chegar, apliquei, discretamente, uma técnica de interassistencialidade.

Eu iria dirigir uma reunião com os donos da empresa e a diretoria.

Silenciei minha mente e firmei um pensamento: ‘Que minhas energias, em conjunto com os amparadores deste trabalho, auxiliem a todos e tragam clareza para este ambiente’.

Coloquei-me à disposição desses amparadores – benfeitores que atuam a partir da dimensão extrafísica quando estamos abertos a melhorar e buscamos agir de modo assistencial. Esse trabalho sempre começa pelo respeito aos indivíduos. Aqui não estou falando de religião em específico, e sim de espiritualidade.

Ali mesmo, sentada, concentrei a atenção em minhas energias, e dei o comando mental para que minha energia fluísse do topo da minha cabeça até a ponta dos pés por alguns segundos, percorrendo e preenchendo todo meu corpo. Em seguida, comecei a expandir essa energia tal qual uma onda de luz suave, preenchendo cada canto daquela sala.

Foquei minha atenção em gerar um campo de energias acolhedor e dissolver as tensões, junto com os amparadores do local. Era como se as nossas energias estivessem ‘derretendo’ as nuvens de tensão que pairavam sobre o ambiente como um todo.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

O objetivo era contribuir para que as pessoas ao chegarem ali se sentissem acolhidas. 

Desse modo se sentiriam à vontade para se expressar e solucionar da melhor maneira possível o que precisava ser resolvido. Oferecer a elas um espaço energético neutro onde elas puderam acessar o melhor de si mesmas.

Passados uns 20 minutos, as pessoas começaram a chegar. Eram cerca de 25 pessoas. Nesse momento, me levantei e fiquei em pé ao lado da porta de entrada para recepcionar cada uma delas.

Eu sorria e exteriorizava as energias para cada uma que entrava, olhando nos olhos com sincero carinho.

Era perceptível a mudança: chegavam com olhar tenso, com semblante fechado, mas o ambiente energeticamente as acolhia. O contato imediato com as energias daquele ambiente acalmava. Os ombros relaxavam. E o relaxamento era acompanhado de segurança para serem elas mesmas.

A transparência plena permite que os reais conflitos e incômodos das pessoas venham à tona. Sem isso, a tendência é que os problemas sejam abordados de modo superficial e a reunião não sirva para muita coisa.

Em um ambiente onde as pessoas estão dispostas a ouvir a verdade, tudo flui.Existe uma diferença brutal na efetividade de um trabalho grupal quando conseguimos instalar um campo de glasnost. Mas a transparência só atinge nível máximo quando as armas e a postura de defesa são deixadas fora da sala.

Mas como fazer isso na prática? Criar um ambiente de transparência sem que as pessoas se agridam fisicamente é o temor inconsciente de inúmeras lideranças e gestores. E, por terem muito medo em fazer, nem tentam. Isso gera muita perda de tempo, energia e dinheiro.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Liderar é mais do que falar: é sentir o invisível

Quando as pessoas estavam todas sentadas e bem acomodadas, voltei ao meu local na mesa.

Abri a reunião sendo transparente com todos sobre a minha intenção de que nos ajudássemos a ouvir uns aos outros, sem condenação, buscando compreender a visão de cada um e como poderíamos encontrar juntos a solução.

Entre olhares, os proprietários da empresa ainda um pouco inseguros expressaram o seu desejo de que cada um se sentisse dono também do negócio e quisesse crescer junto, apesar dos óbvios problemas e desafios que estavam enfrentando por ser uma empresa familiar. “Estamos aqui não por ser fácil, mas por ser difícil”, expressou um dos proprietários. Ele se via como um pai para os seus funcionários.

Ao poucos, foram se soltando. Diretores que antes pareciam travados ou na defensiva começaram a se expressar e trazer soluções criativas. As discussões emocionais e aprioristas da última vez que presenciei naquela equipe, deram lugar a um debate transparente, racional e assertivo, com base em fatos e evidências. Sem acusações, busca de culpados ou reinvindicações vitimizadas. Cada ponto trazido pelos participantes foi acolhido e analisado com calma pelo grupo.

Ao final, não havia mais tensão, nem medo e incertezas com relação ao caminho a ser seguido. Nesse momento utilizei o quadro branco para elaborarmos juntos um código grupal de conduta com base nos princípios da transparência, trabalho conjunto e megafoco em soluções, entre todos os presentes.  Expressei a minha gratidão a todos os envolvidos e ressaltei o avanço positivo que tivemos naquele dia.

Quando todos já haviam saído da sala, circulei novamente as minhas energias por todo o corpo e visualizei uma floresta e um lago tranquilo que conheço e gosto muito. Passei a absorver a energia da natureza para auxiliar na finalização da desassimilação simpática de possíveis energias restantes da reunião.

E você? Já teve a experiência de contribuir para a mudança do clima de uma conversa apenas mudando a sua própria postura interna e energia? Compartilhe sua percepção aqui nos comentários.

Lembre-se de não acreditar no que eu estou dizendo. Experimente. Na próxima reunião difícil, teste essa expansão de energia junto com as suas melhores intenções para aquelas pessoas, e chegue às suas próprias conclusões.

Caso precise de nossa ajuda com mais técnicas evolutivas para o seu caso, fique à vontade para entrar em contato conosco: mailto:contato@liderologia.org

Boa prática!

Liderare | Divulgação

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Simone Zolet é lideróloga, empreendedora evolutiva, especialista em gestão estratégica de RH e desenvolvimento de líderes; pesquisadora da consciência e escritora. Casada, propositora, cofundadora e voluntária da LIDERARE

Colaboração da pauta:

Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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