A sexualidade sempre foi tema de estudos ao longo da história. O entendimento do que é normal ou não na sexualidade passou por diversas mudanças até os dias de hoje.
No passado, a ciência da sexualidade se ancorava em grande controle social e religioso, entendendo a sexualidade apenas com fins de reprodução.
Crenças relacionadas às religiões como ideia do “pecado original” faziam com que a sociedade inibisse a expressão da sexualidade.
Esse cenário passou a mudar a partir do século XIX. As crenças, valores familiares, morais e religiosos do paciente contribuem com a maneira como se vê, pensa, sente e vive a sexualidade.
Como especialista em sexualidade humana, tenho um importante papel junto ao paciente. Investigar e entender as crenças e valores que possam impactar a forma como vive o desempenho da sexualidade, no momento que surge dificuldade, é preciso entender suas vivências ou experiências sexuais ao longo do seu repertório sexual.

Importante enfatizar que este é um tema bastante sensível, por isso é tratado com muita delicadeza e gentileza, de modo a garantir e favorecer o vínculo entre paciente e terapeuta sexual.
É muito importante que o paciente se sinta confortável durante o processo psicoterapêutico, para poder falar sobre as suas crenças e sobre a sexualidade, já que elas têm forte influência na forma como o paciente exerce sua sexualidade junto aos seus parceiros.
Quando eu me refiro às crenças, é importante lembrar que algumas delas, a respeito da sexualidade, são definidas durante o desenvolvimento pelos pais ou modelos institucionais e sociais, nas quais ocorreram as primeiras descobertas sexuais na infância ou adolescência.
É importante a compreensão do paciente sobre os seus valores e regras expressas por seus familiares, a de gênero, por exemplo, entre outras.
Os valores sociais, morais e religiosos são aspectos importantes para reflexão e entendimento do comportamento atual. Repertório sexual, assim como as queixas sexuais ou disfunções sexuais do paciente, todos eles, são fatores que têm forte influência no desempenho sexual de qualquer pessoa.

A busca por um especialista vai ajudar o paciente compreender se está diante de uma queixa sexual ou disfunção sexual, pois tanto as crenças, mitos, tabus ou traumas podem acarretar sérias dificuldades tanto a mulheres como para os homens.
Quando as dificuldades persistem, a pessoa pode desenvolver um auto esquema sexual, ou seja, a maneira como a pessoa se vê sexualmente, algo semelhante as crenças, a reestruturação cognitiva tem como objetivo evitar que o paciente atribua significados ameaçadores de fracasso a situações sexuais.





























