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Por que empreender no setor de beleza exige muito mais do que técnica

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Embora os números demonstrem um mercado aquecido, eles também refletem uma concorrência crescente

O mercado brasileiro de estética e beleza continua entre os mais promissores para novos empreendedores, mas também se tornou um dos mais competitivos. Em um cenário de consumidores cada vez mais exigentes, abrir um salão deixou de ser suficiente: o diferencial está na experiência, na gestão e na construção de uma marca forte.

Segundo o Sebrae, cerca de 236 mil pequenos negócios de beleza foram abertos no Brasil em 2025, alta de 18,5% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o país segue entre os maiores mercados mundiais de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, enquanto a indústria ultrapassou US$ 1 bilhão em exportações no último ano, segundo a ABIHPEC.

Embora os números demonstrem um mercado aquecido, eles também refletem uma concorrência crescente. O consumidor atual pesquisa avaliações, acompanha redes sociais e busca empresas que ofereçam atendimento personalizado, ambiente acolhedor, praticidade e relacionamento duradouro.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

“Hoje, abrir um salão é apenas o primeiro passo. O verdadeiro diferencial está em criar uma marca forte, investir continuamente na capacitação da equipe e oferecer uma experiência que faça o cliente querer voltar. Beleza deixou de ser apenas um serviço, tornou-se relacionamento“, afirma a publicitária Juliana Guzzardi, fundadora da rede JG Beauty.

Essa transformação também é constantemente impulsionada por novas tendências. Os chamados salões boutique, com atendimento exclusivo e personalizado, ganham espaço ao lado da crescente demanda por experiências completas de autocuidado, que unem estética, bem-estar e qualidade de vida. Paralelamente, ferramentas de inteligência artificial, automação de agendamentos, CRM e programas de fidelização ajudam empresários a conhecer melhor seus clientes, oferecer serviços condizentes com o perfil de cada um e otimizar processos.

Outro movimento importante é a consolidação da presença digital como parte da experiência. Hoje, a jornada do cliente começa muito antes da visita ao salão. Redes sociais, avaliações online, facilidade para agendar horários e um relacionamento ativo pelos canais digitais influenciam diretamente a decisão de compra e a fidelização.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Para Juliana, o empreendedor que deseja crescer precisa enxergar o salão como uma empresa, e não apenas como um espaço de prestação de serviços: “O consumidor está muito mais informado. Ele valoriza empresas que demonstram profissionalismo em todos os detalhes. Quem entende isso deixa de disputar apenas por preço e passa a competir por valor“.

Nesse contexto, liderança, gestão financeira, marketing, capacitação da equipe e posicionamento de marca tornam-se competências tão importantes quanto o domínio das técnicas de beleza.

O mercado continua oferecendo excelentes oportunidades, mas o sucesso pertence aos empreendedores capazes de acompanhar as transformações do comportamento do consumidor. Em 2026, mais do que vender procedimentos, os negócios que mais crescem são aqueles que entregam confiança, conveniência, personalização e uma experiência memorável em cada atendimento.

Juliana Guzzardi, publicitária e fundadora da rede JG Beauty.

@juguzzardi

Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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