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Do clássico ao viral: conheça o fenômeno Letícia Violinista

Com mais de 7 milhões de visualizações em um único vídeo, a artista capixaba reinventa o uso do violino e prova que a música não precisa de rótulos

Por Paulo Maia

Em meio às ruas simples de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, nasceu uma menina que transformaria o som delicado do violino em uma ponte entre mundos. Letícia Soares Viana, hoje conhecida como Letícia Violinista, carrega em cada nota não apenas técnica e talento, mas também uma história de superação que inspira milhares de pessoas diariamente.

Aos cinco anos, ao assistir um menino tocar violino na orquestra da igreja, Letícia decidiu que aquele seria o seu instrumento. Um ano depois, seu avô — grande incentivador e figura fundamental em sua trajetória — lhe presenteou com o primeiro violino. Mesmo sem saber ler ou escrever, ela já demonstrava um ouvido apurado, aprendendo a tocar de ouvido antes de dominar partituras. A música, desde cedo, foi sua linguagem universal.

Divulgação

Criada em um ambiente de dificuldades, Letícia encontrou no Projeto Casa Verde a oportunidade de estudar música. Ali, dedicava de seis a oito horas por dia ao violino, tornando-se espala da orquestra — é o primeiro-violino de uma orquestra, o líder que ajuda na afinação e apoia o maestro — posição que ocupou por quase uma década. Em 2018, participou da gravação de um DVD com trilhas sonoras de filmes como Game of Thrones e Piratas do Caribe, mostrando que sua arte já transcendia fronteiras.

Com a pandemia, os palcos se fecharam e as fontes de renda desapareceram. Para ajudar a família, Letícia trabalhou como menor aprendiz em uma loja de calçados e chegou a vender artesanato. Foi nesse momento que a internet se tornou sua nova vitrine. Aos 17 anos, incentivada por um amigo, começou a fazer lives no TikTok. O que parecia uma tentativa tímida logo se transformou em uma explosão de audiência: hoje, são mais de 377 mil seguidores e quase 4 milhões de curtidas.

Em 2024, Letícia teve um insight que mudaria sua carreira: tocar hinos de times de futebol no violino. A fusão entre a sofisticação da música clássica e a paixão popular pelo futebol conquistou milhões. Um de seus vídeos ultrapassou 7 milhões de visualizações, e ela passou a ser chamada de “a menina do time de futebol”. A criatividade não parou aí: sertanejo, pagode e até parcerias com artistas renomados, como Belo e Anderson Freire, ampliaram seu repertório e consolidaram sua versatilidade.

Divulgação

Ao longo de sua, ainda breve atuação, e mais do que números, Letícia construiu uma relação genuína com seu público. Suas lives chegam a reunir mais de 20 mil pessoas, metade delas estrangeiras. Para se comunicar melhor, ela estuda inglês e espanhol, reforçando sua visão de que a música é uma linguagem sem fronteiras. Em suas apresentações, mistura louvores e músicas populares, sempre com a convicção de que sua arte é instrumento de paz e emoção. “Deus me usa para tocar corações”, afirma, mesmo diante de críticas por tocar músicas fora do repertório gospel. Seu destaque na plataforma TikTok rendeu-lhe também a autoridade em dar mentoria, como creator, a novos artistas que buscam mostrar seus talentos.

De Cachoeiro do Itapemirim ao Rio de Janeiro, do projeto social às parcerias com grandes nomes, Letícia Violinista mostra que talento aliado à criatividade pode transformar vidas. Sua história é a prova de que a música não precisa de rótulos: ela é emoção, memória e conexão. E, no caso de Letícia, é também esperança — a certeza de que sonhos podem se tornar realidade quando se acredita no poder de uma nota.


Acompanhe Letícia Violinista:

Instagram: @leticiaaviolinista | TikTok: @leticiaaviolinista | YouTube: @leticiaaviolinista

Para ler a matéria em inglês, clique aqui!


Paulo Maia é publicitário formado em Comunicação Social, editor do Portal Dolce Morumbi®, atua há mais de 30 anos como profissional de comunicação e marketing.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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