Por Marco Nascimento
Na reportagem exibida recentemente pelo programa Fantástico, da Rede Globo, o ator Will Smith compartilhou uma reflexão bastante interessante sobre sua trajetória de vida.
Ele contou que, no início da carreira, seu grande objetivo era proporcionar segurança financeira para si e para a família. A família sempre foi um dos seus principais valores e esse propósito sustentou seus esforços durante muitos anos.
Depois de conquistar estabilidade econômica, surgiu uma nova meta: tornar-se um ator competente, reconhecido e respeitado mundialmente. Também alcançou esse objetivo.
Entretanto, ao atingir a maturidade, revelou ter se deparado com uma pergunta diferente: “Qual é, afinal, o sentido de tudo isso?”
Essa talvez seja uma das perguntas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais presentes na mente das pessoas. Muitos a carregam intimamente, embora poucos a expressem.

No meu caso, essa inquietação acompanha minha vida desde muito cedo. Foi ela que me impulsionou a buscar respostas cada vez mais racionais, lógicas e fundamentadas.
Nessa jornada encontrei, por meio dos estudos da conscienciologia — neociência proposta por Waldo Vieira dedicada ao estudo integral da consciência —, um conceito que considero particularmente esclarecedor: a programação existencial, ou proéxis.
Segundo a conscienciologia, cada consciência possui um conjunto de objetivos evolutivos planejados antes do nascimento, representando um verdadeiro projeto de vida. A obra Manual da Proéxis define a proéxis como a “programação existencial específica de cada consciência intrafísica”, também denominada “meta existencial”, “projeto de vida” e “missão terrestre”.
Naturalmente, nem todos percebem esse chamado com a mesma intensidade. Algumas pessoas sentem desde cedo uma forte sensação de que vieram realizar algo maior do que simplesmente acumular patrimônio, status ou reconhecimento. Outras despertam para essa questão apenas após atingirem metas importantes.
Talvez a reflexão apresentada por Will Smith seja um exemplo desse momento vivido por muitas pessoas: quando as conquistas deixam de responder à pergunta mais importante: como descobrir essa direção?
A conscienciologia propõe diversas técnicas de autopesquisa, fundamentadas na observação dos próprios pensamentos, sentimentos, energias e comportamentos. Não se trata de esperar respostas externas, mas de desenvolver maior lucidez sobre si mesmo.

Assim como a bússola magnética orienta o navegador em meio às incertezas da viagem, a bússola intraconsciencial orienta a consciência diante das grandes decisões da existência.
Ela não aponta para o norte geográfico. Aponta para o norte evolutivo.
Sua linguagem é sutil. Manifesta-se por meio da coerência íntima, da tranquilidade da consciência, da expansão do discernimento, da sensação de propósito e da percepção de que determinada escolha amplia nossa capacidade de contribuir com os outros e de evoluir.
Quanto maior o autoconhecimento, mais precisa se torna essa bússola.
Vivemos numa época repleta de informações, opiniões e estímulos externos. Nunca foi tão fácil seguir o mapa de outras pessoas e, paradoxalmente, nunca foi tão importante aprender a ouvir a própria consciência.
Talvez o verdadeiro sucesso não esteja apenas em alcançar objetivos, mas em saber escolher objetivos que realmente façam sentido para quem somos e para quem podemos nos tornar.
E você? Nas decisões mais importantes da sua vida, costuma consultar a sua bússola intraconsciencial?





























