Por Juliana Souza Pires
A cada dois anos a mesma cena se repete: empreendedores paralisam. “Vou esperar passar a eleição para investir, para contratar, para abrir”. É um erro.
Enquanto alguns travam com medo, outros aceleram e faturam. O período eleitoral não é uma ameaça ao seu negócio. É um dos maiores aquecimentos econômicos do país.
O empreendedor maduro não torce para um lado ou para o outro na hora de trabalhar. Ele entende o jogo e se posiciona de forma positiva e ética. Veja como:
O dinheiro circula como nunca
Campanha é prestação de serviço. É gráfica que imprime santinho, buffet que serve reunião, costureira que faz camiseta, designer que cria arte, social media que gerencia rede, empresa de som, de carro, de segurança, de evento, de brindes. O comércio local nunca vende tanto café, almoço e lanche rápido.
Pergunte-se: O que a eleição precisa comprar que eu sei fazer bem? Se posicione como fornecedor.

É o melhor momento para ser visto como solução
Em período eleitoral, todo mundo está falando de problemas: saúde, educação, segurança, emprego. E o que o empreendedor faz? Ele resolve problemas.
Use seus contatos, seu networking, sua vitrine para mostrar soluções reais, sem partidarismo. Mostre como seu negócio gera emprego, como você capacita pessoas, como você melhora o bairro. Quem fala de solução em tempo de reclamação se torna referência.
Networking e posicionamento de marca
Os eventos se multiplicam: debates, associações comerciais, reuniões de bairro, encontros de entidades. Esteja presente. Não para pedir voto, mas para ouvir. Ouvir o que a população está pedindo é pesquisa de mercado gratuita. As dores que surgem nesses encontros são os negócios do futuro.

O pós-eleição premia quem não parou
O mercado não para porque tem eleição. Seu cliente continua precisando de beleza, de roupa, de comida, de serviço. Quem mantém o marketing, o atendimento e a inovação durante esses meses, chega em novembro e dezembro – os melhores meses de vendas – muito à frente de quem ficou escondido.
A lição é simples: política passa, seu CNPJ fica.
Não coloque seu negócio em refém do calendário de Brasília. Use o período para vender mais, aprender mais e se conectar mais com a sua comunidade.
O empreendedor que reclama do governo, mas não empreende durante o governo, não é empreendedor. É torcedor.
E torcedor não fatura. Quem fatura é quem trabalha.
Que neste período, você escolha trabalhar.





























