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Laís Melquíades é psicóloga, sexóloga e especialista em Relacionamento e Sexualidade Humana pelo CBI of Miami. Terapeuta Cognitivo-Comportamental de casal e individual, utiliza ferramentas da Terapia do Esquema e Mindfulness para promover mudanças profundas na vida afetiva e sexual. Apresentadora do programa “Meu Amigo Perguntou” na Rádio Alô FM, aborda sexualidade e relacionamentos de forma acessível e esclarecedora. Como palestrante e empreendedora, tem a missão de desconstruir tabus, ampliar o repertório emocional e proporcionar ferramentas para relações mais saudáveis e autênticas.

Amor que começa em mim: por que a autoestima é peça-chave na vida a dois?

Imagem em Freepik

Relacionamentos saudáveis começam com amor próprio

Em qualquer relação afetiva, é fácil apontar o que falta no outro — o cuidado que não veio, a atenção que falhou, o gesto que machucou. E sim, essas dores são legítimas. Mas há uma responsabilidade silenciosa que muitas vezes deixamos de lado: a de se amar.

Pode parecer simples. Mas não é. Amar a si mesma é uma tarefa complexa, diária, e muitas vezes exaustiva. Há dias em que acertamos em cheio: cuidamos de nós, nos sentimos interessantes, seguras, inteiras. E há outros em que tudo parece desmoronar — e a autoestima depende de um milhão de likes ou de um olhar externo que nos valide.

Imagem em Freepik

Manter uma relação saudável vai muito além de cuidar do outro ou ser cuidada. É sobre cuidar de si. É sobre lembrar que somos interessantes mesmo nos dias pesados — e confiar que o outro também será capaz de enxergar isso. É sobre ampliar repertórios, flexibilizar expectativas e se ajustar às adversidades que todos enfrentam.

Autoestima não é se achar linda e perfeita todos os dias. É se perceber capaz de atravessar tempestades, mesmo quando não se gosta do que vê no espelho. É aceitar que se amar é uma tentativa constante — e que podemos ser gentis conosco quando tudo o que queremos é um colo. E mais: saber pedir esse colo sem esperar que o outro adivinhe, como se amor verdadeiro viesse com bola de cristal.

Imagem port Cookie Studio em Freepik

É reconhecer as próprias fraquezas e entender que é justamente nelas que reside nossa humanidade. É preservar nossas individualidades, revisitar necessidades, e não se perder no “nós” a ponto de esquecer o “eu”.

Quando essa responsabilidade é assumida, os efeitos são transformadores:

  • Menos insegurança.
  • Menos dependência emocional.
  • Menos sensação de improdutividade.
  • Mais tolerância às pequenas falhas do cotidiano.
  • Mais consciência sobre o que realmente importa — e o que vale a pena permanecer.

Se amar é a base. É o ponto de partida. E, talvez, o maior gesto de amor que podemos oferecer a qualquer relação.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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