Skip to content

Como tornar uma empresa atrativa para várias gerações?

Um ambiente verdadeiramente diverso exige flexibilidade e, acima de tudo, compreensão do que a empresa espera de seu crescimento

Por Thiago Gaudencio

Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z. Todos, compartilhando o mesmo espaço de trabalho — mas, nem sempre, convivendo em harmonia, aprendendo uns com os outros e se unindo a fim de atingir as metas corporativas. Tornar uma empresa atrativa e saudável para diferentes gerações é um desafio bastante comum enfrentado pelo mercado – o que exige, acima de tudo, uma liderança flexível e muito bem-preparada para ouvir cada um dos lados e assegurar que estejam felizes e motivados em suas funções. 

Se, antigamente, organizações com equipes na mesma faixa etária, visões e experiências eram a grande maioria, hoje, é fato que ter times multigeracionais é bem mais importante e estratégico para o sucesso competitivo. Essa diversidade traz consigo backgrounds diferentes, olhares distintos e opiniões que, juntas, abrem caminhos para tomadas de decisões mais eficazes que impulsionem o negócio frente a seus concorrentes. 

Contudo, o que vemos hoje, no mercado, ainda não é tão expandido assim. Um artigo recente publicado na European Journal of Business and Management Research indicou que esses choques entre diferentes gerações podem surgir de valores, comportamentos e identidades distintos, os quais afetam desde as estratégias gerenciais até as dinâmicas de trabalho.  

Imagem de drobotdean no Freepik

Há uma tendência natural de que, conforme a empresa vá ganhando cada vez mais maturidade, reconhecimento e prosperidade, mais profissionais seniores adentrem seu time, criando um espaço diverso que precisa de uma boa convivência para continuar garantindo a conquista de excelentes resultados. Como assegurar essa manutenção? Através de uma boa liderança. 

Líderes com um talento natural em exercer essa tarefa minimizam as chances de conflitos intergeracionais, contando com uma gestão de pessoas comprometida em, verdadeiramente, ouvir cada um dos profissionais, quanto a suas frustrações, desejos, ou qualquer outro ponto de melhoria que queiram compartilhar. Não estamos falando apenas de escutar, mas de entender o que está sendo dito, perceber o que precisa ser ajustado e ser flexível quanto a isso. 

É sobre notar as nuances de cada pessoa dentro da empresa, extraindo o melhor que têm a oferecer. Isso cria uma cultura organizacional muito mais forte, longeva e preparada para lidar com qualquer conflito existente entre as equipes – até porque, a tendência, a partir de agora, é que o mercado lide cada vez mais com diferentes gerações convivendo em um mesmo ambiente de trabalho. Inclusive, desempenhando as mesmas funções, nos mesmos cargos. 

Ao invés de encarar esse cenário com receio, devemos nos aproveitar do que tende a nos ensinar e proporcionar. Precisamos saber como lidar com essas diferenças, o que parte, inevitavelmente, de uma liderança preparada, capacitada, treinada e hábil para tal, de forma que todos estejam felizes e produtivos quanto ao maior interesse comum: a conquista de resultados crescentes que alavanquem o negócio em seu setor. 

Imagem de prostooleh no Freepik

Bons líderes devem estar conectados com a missão, valor e propósito da organização. Nem sempre terão um perfil 100% aderente a isso, o que reforça um filtro nesses critérios a fim de selecionar aquele que estiver mais aderente a essas questões. Nesse sentido, aquelas que não compreenderem o que compõe seu DNA e onde almejam chegar, a médio e longo prazo, dificilmente atrairão esses profissionais capacitados. 

Inspire-se em bons exemplos do mercado. Analise suas culturas, políticas, e demais ações que tomam para garantir um bom ambiente para todas as gerações. Colha esses aprendizados e adapte à sua realidade, de forma que crie um local propício para que profissionais com diferentes visões, opiniões e experiências se sintam acolhidos e motivados a trabalharem juntos. 

Um ambiente verdadeiramente diverso exige flexibilidade e, acima de tudo, compreensão do que a empresa espera de seu crescimento. Apenas assim, conseguirão passar esses objetivos com clareza e transparência a seus times e líderes, de forma que se apoiem nesta dinâmica de amplitude de percepções que, certamente, irá agregar – e muito – para que o negócio se torne uma referência no mercado. 

Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 

@wide_works

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Thiago Gaudencioé headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Colaboração da pauta:

Demais Publicações

Se não fosse Eva o mundo seria tão chatinho, não?

Alguém precisa, afinal, contar o que realmente está acontecendo

Como montar um roteiro passo a passo

Criar um roteiro é só o começo para sua viagem, mas para garantir que sua viagem seja incrível, passo aqui algumas dicas que aprendi na prática

Moda e poder: o vestir como linguagem de autoridade

Quando a roupa deixa de ser protagonista e passa a servir àquilo que realmente importa: a mensagem, a postura e a presença

A fé celebrada no interior da floresta amazônica

Com imagens vibrantes e uma poética singela, os registros fotográficos trazem conhecimento e visibilidade de aspectos singulares da região norte que ainda são praticamente desconhecidos no restante de nosso país

Ele não está mais na cruz, então, por que você ainda está?

A cruz não foi o fim da história — mas muitas mulheres ainda vivem como se fosse

Aliança Master Mind: o poder invisível dos “Power Couples”

A brasileira Luciana Silva, esposa de Flávio Augusto, enfatiza que “nós não temos o hábito de criticar, mas sim de encorajar um ao outro”

O dia em que parei de tentar dar conta de tudo

Da sobrecarga e ansiedade à descoberta da autopriorização

O ritmo do medo e a dança do acaso

A superstição como arquitetura do invisível na arqueologia da alma. Por que o homem do século XXI, com toda a ciência e tecnologia de algoritmos, ainda bate na madeira para pedir licença ao destino?

Painel Dolce Morumbi

As Mais lidas da Semana

Publicidade Dolce Morumbi

publ-gisele-ribeiro-reiki-16.10.25-1-1
PlayPause
previous arrow
next arrow
arte-painel-dolce-abtours_1_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

Seções