Para quando reabrirem os restaurantes, bares e cafés

Cinara de Liz

Tenho me questionado e agora convido vocês para refletir junto comigo. Como será a volta dos restaurantes, cafeterias e demais lugares de encontros e convívio social? Sabemos que em algum momento voltaremos e que a volta é importante para que as coisas continuem vivas, não só a economia, mas, a nossa própria saúde física e mental. Uma das coisas que nos faz muito bem são nossos relacionamentos cultivados socialmente. Muitas amizades são feitas em encontros para tomar um simples cafezinho ou nos eventos que tanto gostamos. E quando conhecemos a amiga da amiga, que se transforma em nossa melhor amiga, por exemplo? Que saudades disso com muita comida boa, não é mesmo? Como faremos de agora em diante?

Estamos preparados para observar e praticar as condutas e as orientações passadas pelos estabelecimentos? Estamos preparados para ser um consumidor com o mínimo de empatia com aqueles que estão se reinventando? E com os demais clientes? Neste momento, muitos lugares estão buscando soluções para sua reabertura, buscando ideias de como atender os clientes, mesmo que frente a frente, mas com uma certa distância. E os espaços? Serão ampliados ou diminuirão o número de mesas? E o atendimento, será um pouco mais devagar? Alguns lugares vão até propor hora marcada para manter um certo controle do volume de pessoas trafegando no local. Obviamente todos mantendo as medidas de higiene e recomendações para não contaminar ou pelo menos minimizar. Mesas, cadeiras e outros objetos terão sua limpeza intensificada e com produtos adequados para garantir a segurança dos clientes e dos seus trabalhadores.

Imagem por Andy Falconer

Os estabelecimentos terão como opção divulgar suas ações em rede social informando suas medidas e tranquilizando a clientela. Podemos receber antes mesmo do menu, um informativo sobre como devemos nos comportar de agora em diante. Nossos pedidos poderão ser feitos por aplicativos como o próprio WhatsApp, para evitar a aproximação e contato com os atendentes. Os estabelecimentos precisarão demonstrar suas propostas de alguma maneira. Ambientes sinalizados, reservas, antecipação de pedidos, entre outras medidas que serão pensadas e apresentadas para que aos poucos possamos voltar à rotina, e assim será até que se encontre uma cura, algo que nos assegure o bem-estar ou pelo menos que seja da maioria.

Todos teremos que ter paciência e empatia, tanto estabelecimentos, como consumidores. Os estabelecimentos tendem a procurar ouvir mais o seu consumidor para entender melhor as necessidades e receios. O consumidor por sua vez, terá que pensar no todo e não apenas em si, cumprindo seu dever em conhecer e respeitar as orientações, usando educadamente os canais apropriados para suas críticas, sugestões e dúvidas. Serão tempos de apoio, ajuda para que tudo se recupere e para que possamos desfrutar de boa comida acompanhados.

Até breve!

Cinara de Liz é moradora do Morumbi e conhece todos os melhores lugares para se comer no bairro.

Imagem destacada da Publicação:
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