Não apenas as férias, mas os próprios finais de semana representam uma pausa indispensável aos indivíduos. A rotina ou repetição excessiva podem levar à saturação do cérebro. De outro modo, assim como acontece durante o sono, a pausa propicia maturações, desde o desenvolvimento físico e cognitivo ao processamento das informações, dos sentimentos e das emoções. A importância das quebras de rotina muda para cada faixa etária, mas é fundamental para as crianças e para os adolescentes.
Na adolescência, por exemplo, momento de “reorganização” das sinapses e de grandes alterações hormonais, há um esforço muito grande por parte do estudante, o que exige “compensação”.

Quanto mais exigir do cérebro, mais ele precisará de descanso, de “limpar o HD”.
Se não respeitarem as paradas, terão perdas qualitativas e quantitativas em seu desempenho, em neurociência “fala em janelas de oportunidade” para que o crescimento aconteça, entre estas, a própria pausa. Mesmo dentro da rotina do ano letivo é recomendado proporcionar mais paradas ao longo do dia, em intervalos menores.
Nas férias as crianças e adolescentes precisam descansar da rotina escolar, ter contato com a família, fazer coisas diferentes e prazerosas. Isso recarrega sua energia para que ao voltar às aulas rendam melhor.

Se durante as férias elas não descansam adequadamente, voltam a estudar já cansadas e seu desempenho cai.
Quando cobrada a estudar mesmo nas férias, a criança perde a motivação, pois todo o esforço realizado até então não foi convertido em momentos prazerosos, e ela sente como se fosse ela que não conseguisse alcançar as metas colocadas pelos pais.





























