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Estilista, designer e especialista em Luxury Branding Fundadora do Studio Van Lyz

Coco Chanel, a mulher que revolucionou a moda e a visão feminina

Design Dolce Morumbi® em Canva | Divulgação

Sua trajetória mistura pobreza, perdas, ambição, genialidade e polêmicas, elementos que ajudaram a construir uma das figuras mais influentes da história da moda mundial

Olá, meu querido amigo e querida amiga da Dolce Fashion!

Hoje resolvi lembrar da moda e alguns ícones femininos. A primeira pessoa que passou em minha cabeça, foi a minha inspiração desde que comecei a desenhar.

Poucos nomes transformaram a moda de maneira tão profunda quanto Coco Chanel. Muito além de uma estilista, ela foi uma revolucionária do comportamento feminino, da elegância moderna e da liberdade estética das mulheres.

Sua trajetória mistura pobreza, perdas, ambição, genialidade e polêmicas, elementos que ajudaram a construir uma das figuras mais influentes da história da moda mundial.

Coco Chanel com Dmitry Pavlovich da Rússia
Autor anônimo, , Domínio público, via Wikimedia Commons

Coco com uma infância difícil e origem humilde

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 1883, na cidade de Saumur, França. Filha de uma lavadeira e de um vendedor ambulante, viveu uma infância marcada pela pobreza. Quando tinha apenas 12 anos, perdeu a mãe, e seu pai abandonou os filhos pouco tempo depois. Gabrielle foi então enviada para um orfanato administrado por freiras na cidade de Aubazine Abbey.

Foi nesse ambiente austero que aprendeu costura, disciplina e simplicidade, elementos que mais tarde se transformariam na essência de sua estética sofisticada e minimalista.

Você sabe de onde surgiu este apelido? O apelido “Coco” surgiu anos depois, quando ela tentou carreira como cantora em cafés e cabarés franceses. Embora não tenha se tornado artista, o nome ficou eternizado.

A exposição temporária Den lille sorte kjole (O vestidinho preto) está em cartaz no museu Tidens Samling, em Odense, na Dinamarca. A peça é um modelo criado por Coco Chanel na década de 1920.
Imagem por Leif Jørgensen, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O nascimento da marca Chanel

No início do século XX, Coco Chanel começou a criar chapéus femininos simples e elegantes, diferentes dos modelos exagerados da época. Seu talento rapidamente chamou atenção da elite parisiense.

Em 1910, inaugurou sua primeira boutique em Paris. Poucos anos depois, abriu lojas em Deauville e Biarritz, conquistando mulheres aristocráticas e modernas. Sempre com sua elegância simples, porém muito personalizada. As mulheres tentavam disputar espaço com os exageros e Coco com criatividade e bom gosto discreto. Por isso queridas leitoras, como estilista, eu considero o desenho e a criação a personalidade de minhas clientes, você deve usar o que realmente combina com sua alma. Enquanto a moda feminina da época era marcada por espartilhos apertados, excesso de tecidos e desconforto, Chanel propôs algo revolucionário: liberdade.

As criações que mudaram a moda

As criações de Coco Chanel redefiniram completamente o vestir feminino. Ela acreditava que luxo não precisava ser exagerado, precisava ser elegante, confortável e inteligente.

Entre suas maiores criações estão:

  • O famoso tailleur de tweed, símbolo de sofisticação feminina até hoje;
  • O “pretinho básico”, vestido preto simples e refinado que se tornou peça obrigatória no guarda-roupa feminino;
  • O uso de tecidos antes considerados masculinos, como o jersey;
  • As bolsas com correntes douradas;
  • Os colares de pérolas em camadas;
  • Os sapatos bicolores;
  • E o lendário perfume Chanel No. 5, lançado em 1921 e considerado um dos perfumes mais icônicos do mundo.

Chanel libertou as mulheres dos excessos da moda antiga e introduziu uma elegância mais funcional, moderna e poderosa. Ela transformou o ato de se vestir em uma expressão de independência feminina.

Sua visão estética influenciou não apenas a moda, mas também comportamento, postura e estilo de vida.

Coco Chanel em seu escritório
Imagem: Los Angeles Times, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

O relacionamento com a elite e os artistas

Coco Chanel conviveu com grandes nomes da arte, aristocracia e cultura europeia. Frequentava círculos intelectuais sofisticados e mantinha relações com artistas, empresários e membros da nobreza.

Entre seus amigos estavam Pablo Picasso, Salvador Dalí, Igor Stravinsky e Jean Cocteau.

Sua personalidade era forte, exigente, determinada e extremamente estratégica. Chanel compreendia o poder da imagem e do posicionamento muito antes disso se tornar um conceito moderno de branding pessoal.

Hoje estamos vivendo em um retorno a moda estratégica, individual e bem-posicionada. Nada serve uma moda sem a cultura e o estilo desfocado da essência de cada pessoa. Mulheres bem-posicionadas em sua história, desejos e estilo, sabem disso. E eu, trabalho para que isso aconteça e tome forma.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Coco Chanel fechou suas lojas e viveu um período controverso. Houve acusações de envolvimento com oficiais alemães durante a ocupação nazista na França, tema que ainda gera debates históricos. Após a guerra, ela passou alguns anos afastada da moda e vivendo na Suíça. Muitos acreditavam que sua carreira havia terminado. Porém, Chanel surpreendeu o mundo mais uma vez.

O retorno triunfal

Em 1954, já com mais de 70 anos, Coco Chanel retornou à moda e apresentou novas coleções que voltaram a conquistar mulheres elegantes em todo o mundo.

Seu estilo refinado, limpo e sofisticado dialogava perfeitamente com a mulher moderna do pós-guerra. Enquanto outras marcas apostavam em exageros, Chanel defendia linhas simples, caimento impecável e sofisticação atemporal. Foi nesse período que a marca Chanel consolidou definitivamente seu status de símbolo máximo de luxo e elegância internacional.

A morte de Coco Chanel

Coco Chanel morreu em 10 de janeiro de 1971, aos 87 anos, em seu apartamento no Ritz Paris, hotel onde viveu durante muitos anos. Mesmo já idosa, continuava trabalhando e acompanhando suas coleções pessoalmente. Sua morte marcou o fim de uma era, mas não o fim de seu legado. Após sua partida, a marca Chanel continuou crescendo e tornou-se uma das maisons mais valiosas e influentes do planeta.

Parfum Chanel N°5
Foto por Arnaud 25, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O legado de Chanel

Coco Chanel não criou apenas roupas. Ela criou um novo conceito de mulher: elegante, independente, sofisticada e livre. Seu legado permanece vivo porque suas criações ultrapassaram tendências passageiras. Chanel ensinou ao mundo que elegância está na simplicidade, no caimento perfeito, na postura e na autenticidade.

Até hoje, a marca Chanel representa exclusividade, sofisticação e poder feminino, valores eternizados pela visão ousada de uma mulher que saiu de um orfanato para transformar a história da moda mundial.

Por isso querida leitora e caro leitor, minha paixão por criar moda para a alma de mulheres que querem eternizar sua marca pessoal e seu estilo próprio. Fico a sua disposição.

Um grande abraço e até a próxima semana!

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Marlize Baierle é estilista, empresária de moda, designer e especialista em Luxury Branding, iniciou sua carreira no mercado de luxo em Milão na criação de joias e roupas, especialmente com peças exclusivas para noivas e guarda roupas personalizados, com atenção voltada às tendências globais. Graduada em artes, destacou-se no sul do país como produtora de casamentos e eventos corporativos e hoje divide sua agenda entre Santiago, no Chile e São Paulo, atuando como consultora de branding e etiqueta corporativa com olhar e toque especial que buscam sempre a elegância e um diferencial de destaque no interesse de seus clientes. É fundadora do Studio Van Lyz que trabalha na valorização da exclusividade e estética refinada.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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