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É profissional de Marketing, terapeuta integrativa e escritora e pode lhe ajudar a deixar a maternidade mais leve!

As cinco faces do cansaço materno

Aprenda a ler os sinais do seu corpo e da sua alma para se reabastecer antes de chegar no fundo do poço

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Existe um cansaço que vai além do sono no fundo dos olhos. É um peso que se instala na alma, uma fadiga que o café da manhã não resolve e a noite de sono não cura. Se você sente que descansa o corpo, mas acorda esgotada, talvez esteja encontrando uma dessas cinco faces do cansaço que vou compartilhar com você hoje.

Por muito tempo, achei que cansaço era uma coisa só: a necessidade física de dormir. Mas a maternidade me ensinou, à sua maneira intensa e transformadora, que ele tem várias faces. E até que possamos entender cada uma delas, ficamos girando em círculos, tentando curar uma dor cuja origem não conhecemos.

Imagem de freepik

1. O cansaço físico: o peso visível

Este é o mais fácil de reconhecer. É o corpo que pede colo, a exaustão muscular de carregar criança, sacolas de mercado e o mundo nas costas. São as noites mal dormidas, interrompidas por pesadelos, sede, fraldas ou a simples necessidade de um afago. Você sente nas pernas, na lombar, na vontade de deitar e não levantar mais.

2. O cansaço mental: a mente inquieta

Este é o cansaço da lista infinita. É o cérebro que não desliga, ruminando a lista de compras do supermercado, o leite que está acabando, o relatório do trabalho, a consulta no pediatra, o presente de aniversário que ainda não foi comprado. É a multitarefa virando um ruído constante. Você se sente sobrecarregada, distraída e com a sensação de estar sempre esquecendo algo.

3. O cansaço emocional: o poço que parece fundo

Este talvez seja o mais desgastante. É o esgotamento de gerir as próprias emoções e as das crianças, dia após dia. É a paciência que se esvai, a irritação que vem à tona por coisas pequenas, a sensação de estar emocionalmente espremida. É chorar no banho sem saber muito bem o motivo. Você se sente drenada, com pouca capacidade para lidar com mais uma crise ou birra.

4. O cansaço espiritual: o sentido perdido

Este cansaço é uma névoa silenciosa sobre o propósito. É quando a rotina engoliu a paixão, os cuidados parecem apenas obrigação e você se pergunta: “O que há de mim além de ser mãe?”. É uma sensação de vazio e desconexão de si mesma e do que traz significado à sua vida. Você se sente apática, como se estivesse apenas cumprindo tarefas em um script que não escreveu.

5. O cansaço social: o peso das máscaras

Este é o cansaço de desempenhar papéis. De ser a mãe paciente na frente das outras, a profissional competente, a filha presente, a amiga disponível. É o desgaste de manter aparências, de dizer “estou bem” quando não está, de comparecer a compromissos por obrigação. Você se sente sozinha no meio da multidão, como se ninguém visse a sua verdade.

Imagem de freepik

Mãe, você não está imaginando coisas. O seu cansaço tem nome, tem causa e, o mais importante, tem caminho de saída. Comece identificando qual dessas faces fala mais alto em você hoje.

E se eu puder deixar um convite final? Ele serve para qualquer um desses cansaços: permita-se fazer menos para ser mais. Menos produtiva, mas mais presente. Menos disponível para o mundo, mas mais disponível para o seu próprio sustento. Isso pode significar deitar 15 minutos em vez de adiantar serviço, anotar tudo o que pesa na mente para externalizar a culpa, ou criar um pequeno ritual diário – um chá, uma música, uma respiração – que seja só seu.

Na minha jornada, encontrei nas terapias holísticas como o Reiki, a meditação e a conexão com a natureza, aliados preciosos para reequilibrar essas energias. São técnicas que me ensinam a ouvir meu corpo, acalmar a mente e reconectar com minha essência – e podem ser ferramentas poderosas para você também encontrar seu centro no meio do caos (saiba mais em https://gihribesterapias.com.br/)

Não é sobre eliminar o cansaço completamente – a maternidade é intensa por natureza –, mas sobre aprender a ler os sinais do seu corpo e da sua alma para se reabastecer antes de chegar no fundo do poço.

Você merece esse cuidado. E, acredite, é a partir dele que você encontrará forças não apenas para seguir, mas para brilhar em meio à jornada.

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Gisele Ribeiro é profissional de marketing, terapeuta integrativa e autora do livro Diário de uma mãe nada especial – Desmistificando a mãe idealizada no qual compartilha detalhes íntimos da sua trajetória na maternidade e como isso mudou sua, principalmente a profissional.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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