Muitas mulheres pensam que networking é ir a eventos, trocar cartões, sorrir, fazer poses bonitas e postar no Instagram. Isso até gera socialização, mas raramente gera o que realmente importa, negócios, parcerias e indicações.
A verdade, que ninguém diz, é simples e desconfortável. Pessoas só indicam quem ocupa espaço claro na mente delas.
Depois do almoço de networking, alguém diz: “Ah, a Mari? Ela é incrível, adorei ela!”, mas se não conseguir responder ao que a ela resolve, A Mari acabou de perder dinheiro.
O erro invisível que trava 90% dos encontros de networking é que a maioria das pessoas entram nos eventos falando demais sobre si. O que faz, onde estudou, o que vende e seus diferenciais.
Segundo a neurociência, nos lembramos daquilo que nos faz sentir algo, não do que apenas informa. Quem fala demais de si, ativa o canal racional. Quem deixa o outro falar ativa o canal emocional. E é o emocional que cria memória, vínculo e indicação.

Por isso, o networking mais poderoso começa com uma coisa simples: saber ouvir com intenção. Ouvir aqui não é apenas demonstrar interesse e educação: é estratégia.
Quando você faz perguntas certas, três coisas acontecem ao mesmo tempo: a pessoa se sente vista, o cérebro dela libera dopamina e você descobre exatamente onde está a dificuldade, o desejo e o momento de vida dela. Isso lhe permite algo raro, ou seja, conectar o seu produto ou serviço, com o que ela realmente precisa.
Se você não ocupa um rotulo mental claro, você vira aquela pessoa legal. E uma pessoa legal não fecha contrato. Você precisa sair do evento onde as pessoas saibam falar de você; que reconhecem que você é pessoa que ajuda empresas a vender mais ajustando a comunicação.
Isso cria ancoragem, memória e referência.
Um dos maiores erros do networking feminino é o cartão jogado na bolsa.

O ideal é que no dia seguinte você envie uma mensagem curta. Que relembre o contexto e abra um próximo passo. Não é vender: é continuar existindo na mente dela. Chame-a para um café ou bate papo.
Networking não é social. É posicional. Eventos não servem para você falar. Servem para você ser classificada. Todos nós ocupamos prateleiras invisíveis na mente das pessoas. A advogada, a investidora, a estrategista, a fornecedora, a especialista. Quem não ocupa uma prateleira, vira paisagem.
Se você frequenta eventos, mas volta para casa com a sensação de que tudo foi agradável, mas vazio. O problema não é o evento, mas a estratégia.
E a boa notícia? Estratégia se aprende.





























