O transtorno de ansiedade de separação é uma condição que vai muito além de um simples desconforto passageiro causado pelo medo de estar longe dos pais ou de casa.
É muito comum que esta condição afete as crianças, mas também pode acometer os adolescentes, provocando uma angústia intensa e, em muitos casos, prejudicando o dia a dia em razão da sensação de sofrimento.
Quais são as causas dessa condição?
As causas do transtorno de ansiedade de separação podem variar de pessoa para pessoa, mas acredita-se que geralmente estão associadas a fatores genéticos, psicológicos e ambientais.
Nesse sentido, um histórico familiar de ansiedade – famílias muito ansiosas ou excessivamente preocupadas ou ainda que possuem outras condições mentais – pode aumentar o risco de desenvolvimento do transtorno.
As experiências traumáticas como a perda de um ente querido, mudanças bruscas no ambiente familiar – como divórcios – ou eventos estressantes – como mudar de casa ou escola – também podem contribuir para o desencadeamento de tal condição.
Além disso, o apego excessivo e a superproteção dos pais ou cuidadores igualmente são fatores que podem contribuir para o surgimento dessa ansiedade excessiva.

Quais são os principais sintomas do transtorno de ansiedade de separação?
O transtorno de ansiedade de separação se manifesta por meio de diversos sintomas, que podem variar em intensidade e frequência de uma pessoa para outra. Contudo, uma característica marcante é o sofrimento intenso ligado ao afastamento da figura de apego.
Isso acontece porque a criança ou o adolescente acredita que o distanciamento será permanente.
Para melhor detalhar a condição, a seguir listo alguns dos seus principais sintomas:
Angústia excessiva: a criança pode experimentar um nível elevado de angústia ao se afastar de figuras de apego, como pais ou cuidadores. Essa ansiedade pode se intensificar antes e durante a separação.
Preocupações persistentes: pensamentos constantes sobre a possibilidade de que algo ruim aconteça com a pessoa de apego, como acidentes ou doenças, são bem comuns.
Crises de choro ou raiva: crianças e adolescentes podem reagir de forma emocionalmente intensa à separação, manifestando choro, raiva ou até mesmo as famosas birras.
Sintomas físicos: o transtorno pode provocar sintomas físicos, como dores de cabeça, náuseas, tontura e dores abdominais, especialmente quando a pessoa antecipa a separação.
Relutância: indivíduos afetados tendem a evitar situações que possam levar à separação, como ir à escola, dormir na casa de um amigo ou viajar.
Dificuldade para dormir: medos, pesadelos e ansiedade podem causar insônia ou dificuldades em adormecer, especialmente se a criança não estiver perto de seus entes queridos.

Como é realizado o diagnóstico desse transtorno?
O diagnóstico do transtorno de ansiedade de separação é caracterizado por um processo que envolve a avaliação detalhada dos sintomas e comportamentos anteriores do paciente.
Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, buscarão entender o histórico de sintomas, sua duração e intensidade.
Além das entrevistas, testes psicológicos podem ser empregados para avaliar a gravidade da condição e seus prejuízos na vida diária da pessoa. A observação do comportamento do paciente em diferentes contextos também pode ajudar a confirmar o diagnóstico.
Quais são os tratamentos existentes para o transtorno de ansiedade de separação?
O tratamento do transtorno de ansiedade de separação é essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente e busca preparar a criança ou o adolescente para realizar suas atividades comuns do dia a dia.
Em tais situações, o acompanhamento psicológico é um elemento essencial, sendo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) uma das mais comuns, pois foca nas técnicas mais eficazes para que o paciente conviva com os episódios da melhor forma possível.
A Terapia Cognitivo Comportamental oferece mecanismos essenciais para enfrentar os medos e desenvolver habilidades de enfrentamento.
Portanto, a conscientização e a busca por ajuda são fundamentais para quem enfrenta essa condição, permitindo uma vida mais saudável e confiante.





























