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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Transtorno de Ansiedade de Separação (TAS)

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

É muito comum que esta condição afete as crianças, mas também pode acometer os adolescentes, provocando uma angústia intensa

O transtorno de ansiedade de separação é uma condição que vai muito além de um simples desconforto passageiro causado pelo medo de estar longe dos pais ou de casa.

É muito comum que esta condição afete as crianças, mas também pode acometer os adolescentes, provocando uma angústia intensa e, em muitos casos, prejudicando o dia a dia em razão da sensação de sofrimento.

Quais são as causas dessa condição?

As causas do transtorno de ansiedade de separação podem variar de pessoa para pessoa, mas acredita-se que geralmente estão associadas a fatores genéticos, psicológicos e ambientais.

Nesse sentido, um histórico familiar de ansiedade – famílias muito ansiosas ou excessivamente preocupadas ou ainda que possuem outras condições mentais – pode aumentar o risco de desenvolvimento do transtorno.

As experiências traumáticas como a perda de um ente querido, mudanças bruscas no ambiente familiar – como divórcios – ou eventos estressantes – como mudar de casa ou escola – também podem contribuir para o desencadeamento de tal condição.

Além disso, o apego excessivo e a superproteção dos pais ou cuidadores igualmente são fatores que podem contribuir para o surgimento dessa ansiedade excessiva.

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Quais são os principais sintomas do transtorno de ansiedade de separação?

O transtorno de ansiedade de separação se manifesta por meio de diversos sintomas, que podem variar em intensidade e frequência de uma pessoa para outra. Contudo, uma característica marcante é o sofrimento intenso ligado ao afastamento da figura de apego.

Isso acontece porque a criança ou o adolescente acredita que o distanciamento será permanente.

Para melhor detalhar a condição, a seguir listo alguns dos seus principais sintomas:

Angústia excessiva: a criança pode experimentar um nível elevado de angústia ao se afastar de figuras de apego, como pais ou cuidadores. Essa ansiedade pode se intensificar antes e durante a separação.

Preocupações persistentes: pensamentos constantes sobre a possibilidade de que algo ruim aconteça com a pessoa de apego, como acidentes ou doenças, são bem comuns.

Crises de choro ou raiva: crianças e adolescentes podem reagir de forma emocionalmente intensa à separação, manifestando choro, raiva ou até mesmo as famosas birras.

Sintomas físicos: o transtorno pode provocar sintomas físicos, como dores de cabeça, náuseas, tontura e dores abdominais, especialmente quando a pessoa antecipa a separação.

Relutância: indivíduos afetados tendem a evitar situações que possam levar à separação, como ir à escola, dormir na casa de um amigo ou viajar.

Dificuldade para dormir: medos, pesadelos e ansiedade podem causar insônia ou dificuldades em adormecer, especialmente se a criança não estiver perto de seus entes queridos.

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Como é realizado o diagnóstico desse transtorno?

O diagnóstico do transtorno de ansiedade de separação é caracterizado por um processo que envolve a avaliação detalhada dos sintomas e comportamentos anteriores do paciente.

Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, buscarão entender o histórico de sintomas, sua duração e intensidade.

Além das entrevistas, testes psicológicos podem ser empregados para avaliar a gravidade da condição e seus prejuízos na vida diária da pessoa. A observação do comportamento do paciente em diferentes contextos também pode ajudar a confirmar o diagnóstico.

Quais são os tratamentos existentes para o transtorno de ansiedade de separação?

O tratamento do transtorno de ansiedade de separação é essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente e busca preparar a criança ou o adolescente para realizar suas atividades comuns do dia a dia.

Em tais situações, o acompanhamento psicológico é um elemento essencial, sendo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) uma das mais comuns, pois foca nas técnicas mais eficazes para que o paciente conviva com os episódios da melhor forma possível.

A Terapia Cognitivo Comportamental oferece mecanismos essenciais para enfrentar os medos e desenvolver habilidades de enfrentamento.

Portanto, a conscientização e a busca por ajuda são fundamentais para quem enfrenta essa condição, permitindo uma vida mais saudável e confiante.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianottoé formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas que focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Aprendendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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