Skip to content

É tempo de lembrar o quanto ainda uma imagem pode ser mais impactante que palavras

Design Dolce sob imagem por erikapellini em Canva

Sem registros fotográficos, muito dos acontecimentos importantes da história poderiam ter sido ignorados

Por Adriana Bernardes

O Dia do Fotógrafo é comemorado no Brasil em 8 de janeiro, data que também se celebra o Dia Nacional da Fotografia. Essa data é uma oportunidade para homenagear os profissionais da fotografia, reconhecer a importância do seu trabalho e refletir sobre a história da fotografia.

Você conhece a história sobre essa data, que é um marco na fotografia Brasileira?

Em 1840 chega ao Brasil a primeira câmera fotográfica considerada moderna inventada por Louis Daguerre em 1839.

A evolução das câmeras fotográficas, desde então, não parou mais. Ela, na verdade, se inicia em 1816, quando Joseph Nicéphore inventou a heliografia, a primeira forma de reproduzir uma imagem.

Em 1888 a Kodak lançou ao consumidor a primeira câmera com rolo de filme e em 1947, foi projetada por Edwin Land, a primeira Polaroid Model 95 com revelação instantânea.

Entre as décadas de 60 e 70 a fotografia chegou ao auge, com os fotógrafos de praça que tiravam fotos da elite, com câmeras conhecidas como lambe-lambe. Esse nome faz uma referência ao barulho da câmera durante a foto.

Em 1981, a Sony Mavica lançou a primeira câmera eletrônica e só dez anos depois, a Kodak lançou a primeira câmera eletrônica a DSC 100.

O primeiro celular com câmera foi o Kyocera Visual Phone VP-210, lançado em maio de 1999 no Japão. O aparelho tinha uma câmera frontal de 0,11 megapixels, uma tela LCD colorida de 2 polegadas e podia armazenar até 20 fotos.

No entanto, a história da câmera fotográfica para celular começou em 1997, quando o francês Philippe Kahn registrou a primeira foto de sua filha no hospital. Para isso, ele montou uma engenhoca com um celular Motorola StarTAC, uma câmera digital e um laptop.

No Brasil, o primeiro modelo que permitia tirar fotografia foi o Nokia 6750, em 2002.

Uma das primeiras máquinas fotográficas inventadas no século XIX. Foto: Nossa Cara, 2009

Os primeiros modelos de câmeras eram produzidos artesanalmente, feitos com caixas em madeira. Eram equipamentos pesados, difíceis de serem carregados. Com o passar das décadas, as empresas foram aperfeiçoando as câmeras usando também metais e diminuindo o tamanho e o peso das câmeras em madeira.

Hoje em dia, estamos habituados a comprar câmeras produzidas em larga escala, sem imaginar que um dia, elas foram feitas em madeira.

Museu de Ciências – Esalq USP. Câmera fotográfica de fole, em madeira, com pés de metal em Art Noveau | Foto por Adriana Bernardes, dez2024
Museu de Ciências – Esalq USP. Ampliador fotográfico 1960 | Foto por Adriana Bernardes, dez/2024

Graças ao advento da fotografia, os fotógrafos lambe-lambe da década de 70, tornaram-se proprietários de pequenos imóveis em bairros periféricos da capital.

Nem todos trabalhavam todos os dias e alguns só fotografavam aos domingos, dia mais movimentado nos parques, segundo informações da Casa Fiat e MIS.

Sem registros fotográficos, muito dos acontecimentos importantes da história poderiam ter sido ignorados.

É importante celebrar o advento da fotografia e reconhecer a profissão dos fotógrafos, afinal, são eles que através de suas imagens, capturam os momentos importantes da história.

Fachada do Museu da Esalq, no Campus da USP – Piracicaba Foto: Adriana Bernardes em dezembro de 2024.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Adriana Bernardes é publicitária, fotógrafa profissional e moradora do Morumbi. WhatsApp: +55 11 96189 3525

Demais Publicações

Cachoeiras no caminho de sua viagem

Conhecer as grandes cachoeiras do mundo é uma maneira de descobrir a força e a beleza do planeta em seu estado mais impressionante

O luxo invisível: quando o antigo encontra o novo

O futuro do luxo não está em abandonar o passado, mas em saber dialogar com ele

Unindo forças contra o bullying

O papel da família e da escola na proteção de crianças e adolescentes

Coincidências existem? O tecido invisível das sincronicidades

O termo sincronicidade, criado pelo psicólogo Carl Gustav Jung procura descrever dois ou mais eventos que acontecem ao mesmo tempo sem que exista entre eles uma ligação física ou uma relação convencional de causa e efeito

Cinco dicas mostram como usar superfícies inspiradas em pedra natural na decoração da casa

Materiais com visual mineral ganham espaço em projetos residenciais que buscam sofisticação, desempenho e integração entre arquitetura e decoração

Ela não está louca, está perimenopáusica

Oscilações hormonais podem afetar sono, humor e memória antes dos primeiros fogachos

Cansei de ser resiliente

Talvez amadurecer seja descobrir que nem toda batalha precisa ser vencida, algumas precisam ser encerradas

A China não é só um país: é um laboratório vivo de estratégia

A China deixou de ser apenas uma potência industrial para se tornar um dos maiores laboratórios de inovação, gestão e planejamento estratégico do mundo

Entretempos – O que acontece quando a carreira que deu certo já não faz sentido

Uma reflexão atual sobre os dilemas da vida profissional é assunto da obra que discute o momento em que o sucesso deixa de trazer sentido e abre espaço para novas possibilidades

Painel Dolce Morumbi

As Mais lidas da Semana

Publicidade Dolce Morumbi

arte-painel-dolce-cantiga-crianca_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
arte-painel-dolce-abtours_1_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

Seções