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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Seu filho ouviu palavrões durante os jogos e reproduziu? O que fazer?

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Crianças são pequenas esponjas, que absorvem tudo e se espelham em você para moldar o próprio comportamento

As crianças pequenas estão constantemente mostrando aos pais que prestam atenção no que eles dizem. Com isso, surgem as curiosidades e até mesmo a reprodução de falas, palavras e expressões.

Claro, isso pode acontecer de forma agradável, com frases engraçadas e surpreendentes. Mas e quando vai para o outro caminho, em que vemos uma criança que fala palavrão? Qual a melhor alternativa e o que deve ser feito?

É importante ressaltar, antes de tudo, que apesar de não saberem o que significam, a criança que fala palavrão, possivelmente escuta tais termos e xingamentos com certa frequência, em casa ou em outros lugares de convívio.

Em épocas de jogos de futebol, principalmente agora que estamos na Copa do Mundo, falar palavrões em momentos de raiva ou de frustração é quase inevitável – uma reação automática para extravasar o sentimento.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

O problema é que as crianças são pequenas esponjas, que absorvem tudo isso, e se espelham em você para moldar o próprio comportamento. 

Dê o exemplo. Não fale palavrões se você não quer que seu filho os repita. É difícil, nós sabemos, mas vale o esforço. 

Segure o riso. Se a criança falar “sua cabeça de cocô” ou “idiota”, ambas terão o mesmo sentido, então, não ria para não estimular. 

Explique que é ofensivo. Com muita calma, mostre o quanto xingamentos podem magoar as pessoas, sempre fazendo um exercício de empatia: “Você ia gostar se alguém falasse assim com você?”.  Quem não quer ser ofendido também não deve ofender o outro. 

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Não dê importância. Se o adulto não ligar, a criança se cansará de falar e aos poucos vai perdendo o hábito. Caso os pais tenham uma atitude muito exagerada, o pequeno pode persistir só para provocar e conseguir atenção. 

Ofereça alternativas. Ajude seu filho a expressar a raiva de uma forma mais educada – e até divertida. Por exemplo, se a criança ficar nervosa com um brinquedo que não está funcionando, ao invés de falar “ai que b#$%% de carrinho!”, dê opções como: “Ai, raios!” ou “Céus!”, “Que porcaria!”. Com alternativas engraçadas, há mais chances de seu filho deixar os palavrões de lado.

E tente você mesmo também adotar essas versões leves. Vai ser, no mínimo, divertido!

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianottoé formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas q7ue focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Acontecendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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