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Personal Chef, é graduada em Gastronomia pela Estácio de Sá e traz semanalmente suas delícias da culinária.

A comida do futuro

Imagem em Freepik

O que vamos consumir em 2050?

Como alimentar uma nação cada vez mais populosa de forma saudável, nutritiva e saborosa. É possível?

A indústria alimentícia vem se desenvolvendo a cada dia, não somente em busca de soluções para uma população maior, mas visando também mais produtividade e lucro.

O que precisamos compreender é que na alimentação temos alimentos e produtos alimentícios. Alimento é tudo que vem “in natura”, sem grandes processos, desde legumes como batata, cenoura até arroz e feijão. Produtos alimentícios são os que passam por algum processo, por exemplo, o macarrão é processado; macarrão instantâneo é ultra processado e por aí vai.

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Na gastronomia, temos vários pontos que devem ser abordados primeiro, visando a boa alimentação e produtividade para larga escala:

Sustentabilidade e consumo consciente

É importante que os alimentos sejam produzidos com baixo impacto ambiental, utilizando-se de técnicas de plantio com menos emissão de carbono, uso de água, energia, etc. Utilizar menos embalagens ou usar embalagens que sejam biodegradáveis, pois aquela que é reciclável, nem sempre é reciclada e perde sua funcionalidade.

Economia circular

Reutilização de resíduos, basicamente. Visando reutilizar produtos que normalmente vão para o lixo por falta de conhecimento. Estes poderiam ser utilizados, ou na alimentação ou em outras áreas como em uma composteira para virar adubo.

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Receitas com sustentabilidade são aquelas que aproveitam o ingrediente do começo ao fim, da sua raiz a sua casca. Esta é uma forma sustentável e inteligente de se cozinhar, como por exemplo, utilizar-se da casca da banana para fazer um refogado; das semestres do melão para fazer leite vegetal; das folhas da cenoura para fazer um refogado ou crocante na airfryer.

Nós, como cozinheiros, mesmo que amadores e domésticos, devemos pensar de forma inteligente para reaproveitar ao máximo aqueles insumos que foram plantados, levaram tempo para serem colhidos e utilizaram-se de água e mão de obra para serem produzidos. É uma reflexão importante, não acha?

Fique com esse questionamento: o que podemos mudar no dia a dia para ter comida no futuro?

Excelente domingo a todos!

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Chef Bruna Nascimento é formada em Gastronomia pela Estácio de Sá; Trainee pela Alain Ducasse Formation; Pós-graduada em Gastronomia Funcional pela Famesp e tem também os cursos “A arte de cozinhar como um Chef” pela Le Cordon Bleu SP, “Confeitaria Fina e Panificação” pela Academia Bunge Pro e “Padaria Artesanal” pelo Projeto Estado de SP Lu Alckmin. É membro da Federação Italiana de Chefs e Cozinheiros.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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