Skip to content
É profissional de Marketing, terapeuta integrativa e escritora e pode lhe ajudar a deixar a maternidade mais leve!

A verdade que nenhuma mãe solo deveria ignorar

Design Dolce sob imagem por Dejan Dundjerski em Canva

Nossos filhos merecem crescer sabendo que foram defendidos em tudo o que era justo

Você já parou para pensar que, quando deixamos de cobrar a pensão dos pais, não estamos abrindo mão do nosso dinheiro, mas sim do direito dos nossos filhos? Essa reflexão me veio depois de uma conversa com meu filho de 13 anos, onde pedi a ele que me sugerisse um tema para minha coluna desta semana. E confesso: ele me fez olhar para trás e entender algo que, talvez, muitas de nós não enxergamos no calor dos desentendimentos. 

Há três anos, solicitei revisão do valor da pensão dos meus filhos depois de um conselho que mudou minha perspectiva. Meu advogado contou que a enteada, ao se tornar uma jovem, cobrou da mãe: “Por que você não lutou por mim quando eu era criança?” e como ela, vários amigos da mesma idade tinham esses questionamentos. Aquilo ecoou em mim. Não se tratava de brigas, orgulho ou independência financeira — era sobre garantir o que é deles, por direito

Muitas de nós não querem cobrar a pensão para evitar conflitos, ou porque acreditam que não “precisam” daquele dinheiro. Mas ele não é um favor, não é uma ajuda — é uma obrigação legal e afetiva. É o mínimo que um pai deve prover, independentemente do relacionamento que tenha (ou não) com a mãe. E quando deixamos de ir atrás, sem querer, podemos passar uma mensagem aos nossos filhos de que o direito deles não era importante o suficiente para ser defendido. 

O dinheiro que não é só dinheiro 

Muitas mães costumam dizer: “Eu me viro sozinha, não quero nada dele.” E eu entendo perfeitamente esse sentimento de autonomia, eu já pensei assim. Mas a pensão não é sobre a nossa capacidade de sustentar a casa — é sobre a participação do pai na vida do filho. Quando um pai se ausenta financeiramente, mesmo que a mãe consiga bancar tudo, essa ausência fica registrada. E as crianças percebem, mesmo que não falem. 

Não se trata de depender do valor, mas de ensinar aos nossos filhos que eles merecem ser prioridade. Que o amor também se traduz em cuidado material, em presença simbólica mesmo quando a presença física é limitada. Se um pai não está presente, que ao menos cumpra sua parte de forma justa. 

Design Dolce sob imagem por Motortion em Canva

Evitar conflito não deve ser maior que garantir justiça 

Sim, às vezes dá medo de reacender discussões, de ter que lidar com mágoas antigas ou até com a resistência do ex-parceiro. Mas será que o silêncio vale mais do que o que nossos filhos têm direito? Muitas vezes, o processo é mais simples do que imaginamos — basta entrar com uma ação de revisão ou execução, e muitas varas de família hoje em dia são ágeis nesses casos. 

E se o medo é que a criança fique no meio de uma briga, lembre-se: dá para resolver tudo de forma respeitosa, sem colocar os pequenos no fogo cruzado. Eles não precisam saber dos detalhes, só precisam sentir que alguém zelou por eles

O futuro que a gente não vê, mas eles viverão 

Quando meu advogado me contou sobre a enteada que cobrou a mãe anos depois, entendi que as crianças de hoje são os adultos de amanhã — e eles vão olhar para trás com os próprios julgamentos. Podem não entender por que deixamos passar, por que não insistimos. E aí, como explicar que foi para evitar “problema”? 

Nossos filhos merecem crescer sabendo que foram defendidos em tudo o que era justo. Que a mãe não só os amou, mas também lutou por eles, mesmo quando parecia mais fácil deixar para lá. 

Design Dolce sob imagem por Dejan Dundjerski em Canva

Um ato de amor que vai além da nossa vontade 

No fim, cobrar a pensão não é sobre o pai, nem sobre a mãe — é sobre a criança. É um ato de amor que vai além do orgulho, da conveniência ou do cansaço. É dizer “você vale mais do que qualquer desconforto, e eu não vou deixar ninguém esquecer disso. 

Se você está em dúvida, pense no seu filho daqui a dez anos. O que você quer que ele lembre? Que você fez o possível para que ele tivesse não só o seu amor, mas também o que era direito dele? 

Pode ser que tenha dúvidas, que seja difícil para você, mas olhe para tudo que já passou e superou para chegar até aqui. Independentemente do resultado você poderá dizer aos seus filhos que tentou.

Pois é. Às vezes, a melhor forma de amar é também a mais difícil: insistir.

Quero deixar um agradecimento especial ao Rafael, meu filho de alma sábia e coração gigante. Por enxergar o mundo com sensibilidade além dos seus 13 anos, por me fazer refletir quando eu achava que era eu quem ensinava, e por lembrar a todos nós que as crianças não só veem a vida com clareza, mas também nos mostram o que realmente importa. Eu te amo.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gisele Ribeiro é profissional de marketing, terapeuta integrativa e autora do livro Diário de uma mãe nada especial – Desmistificando a mãe idealizada no qual compartilha detalhes íntimos da sua trajetória na maternidade e como isso mudou sua, principalmente a profissional.

Demais Publicações

Carta para a minha anjinha

Um beijo nessa tua alma brutalicious

O novo marketing não grita, ele escuta

Em um ambiente saturado de estímulos, falar com todo mundo é a maneira mais rápida de não falar com ninguém

O papel das mulheres no avanço da segurança psicológica nas empresas

A presença feminina fortalece a construção de ambientes de trabalho mais seguros

Cozinha autoral: identidade no prato

Você que cozinha, tem algum prato que só você sabe fazer e que é lembrado por todos?

Quando o algoritmo falha

Dizem que, com duas ou três perguntas certas, dá para entender quase qualquer pessoa

Cuidado ao chamar o profissional em casa

Quando procedimentos são realizados fora de ambientes especializados e sem o uso adequado de equipamentos de esterilização, o risco para o cliente aumenta consideravelmente

O novo Paraná

Por que o estado se tornou o destino número 1 de 2026?

O espelho do coração: a arte de ser antes de ter

Amar a si mesmo é a sintonização da frequência necessária para que o amor encontre o caminho de volta para casa

Frooty apresenta seus primeiros quiosques com combinações inovadoras

Açaí versões banoffe, beijinho e whey protein : cardápio que mistura o açaí com diversos sabores e toppings pode ser encontrado no Shopping Campo Limpo, SP Market e via novo app

Painel Dolce Morumbi

As Mais lidas da Semana

Publicidade Dolce Morumbi

publ-gisele-ribeiro-reiki-16.10.25-1-1
PlayPause
previous arrow
next arrow
arte-painel-dolce-abtours_1_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

Seções