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Quando engolir o sapo é estratégia, e quando vira armadilha

Imagem por Cookie Studio em Freepik

Psicólogo especializado em comportamento no trabalho, explica quando vale a pena relevar e quando o silêncio começa a custar caro para a saúde emocional

Quem nunca saiu de uma reunião remoendo o que deveria ter dito? Ou aceitou calado uma crítica injusta, um comentário atravessado ou uma sobrecarga sem sentido, apenas para “manter o clima”? Engolir sapos faz parte da vida profissional. Mas quando esse hábito vira rotina, o profissional pode acabar engolindo a própria identidade.

Tem gente que aprendeu que no trabalho é melhor não se indispor. Vai relevando tudo, mas, por dentro, vai se corroendo. O problema é que esse silêncio forçado gera desgaste emocional, frustração e até sintomas físicos”, afirma o psicólogo Wanderley Cintra Jr., especialista em comportamento no ambiente corporativo.

A seguir, ele aponta sinais de alerta e dá orientações para lidar com situações difíceis de forma saudável, sem engolir tudo, mas também sem explodir.

Imagem por Gpoint Studio em Freepik

Relevar pode ser maturidade

Segundo Cintra, saber ignorar certos conflitos é um sinal de inteligência emocional. “Nem todos os desafios merecem um confronto direto. Às vezes, o silêncio pode ser uma estratégia eficaz”, afirma. No entanto, isso não deve se tornar uma regra. Quando um profissional opta por permanecer em silêncio constantemente, com receio de ser visto como “difícil”, ele acaba se anulando. Isso pode ter um custo significativo ao longo do tempo. Para líderes, pode resultar em uma equipe mais complacente, já que o líder se torna excessivamente permissivo. Para os liderados, pode significar falta de promoções e sobrecarga de tarefas.

Falar com equilíbrio

Aprender a se posicionar não significa ser ríspido. A chave, segundo Cintra, é a assertividade: comunicar-se com clareza e respeito, sem se esconder, mas também sem atacar. “Frases como ‘quando isso acontece, eu me sinto desrespeitado’ ou ‘posso compartilhar meu ponto de vista?’ são formas eficazes de se colocar sem gerar conflito.”

Nem todo sapo precisa ser engolido (nem enfrentado)

Antes de reagir, vale refletir: essa situação é pontual ou frequente? Vale uma conversa? Vai gerar mudança real ou só estresse? “Escolher suas batalhas também é sabedoria. O profissional maduro sabe o que vale o desgaste e o que pode ser deixado para lá”, afirma Cintra.

Imagem por Pressfoto em Freepik

Silenciar é negar a si mesmo

Por fim, o psicólogo destaca que o excesso de engolir sapos tem um efeito silencioso, mas devastador. “A pessoa começa a achar que não tem voz, que não vale a pena tentar. Isso corrói a autoestima e o prazer em trabalhar. Aprender a se posicionar é, antes de tudo, um ato de respeito consigo mesmo”.

Sinais de alerta

Alguns sintomas do excesso de sapos engolidos: queda de motivação, sensação de impotência, garganta inflamada com muita frequência, perda da voz em momentos de muito estresse, desânimo constante, vontade de evitar colegas ou reuniões e até insônia e dores físicas. “Se você sai do trabalho remoendo conversas, é hora de prestar atenção”, alerta o psicólogo.

Wanderley Cintra Jr., é psicólogo graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina e especializado em comportamento no ambiente de trabalho. Cintra possui mais de 20 anos de experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas, acumulando mais de 55 mil horas de treinamentos ministrados. Já deu entrevistas para O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, UOL, Exame.com, O Globo, Valor Econômico, Você S/A, SBT, Você RH, dentre outros grandes veículos. Tem propriedade para falar de saúde mental, burnout, empreendedorismo, semana de trabalho com quatro dias, liderança, inteligência emocional, carreira, ambiente corporativo, dentre outros temas.

@wanderleycintrajunior

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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