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Personal Chef, é graduada em Gastronomia pela Estácio de Sá e traz semanalmente suas delícias da culinária.

Comida de verdade versus alimentos ultraprocessados

Design Dolce sob imagens de zhanglianxune ninafirsova em Canva

Do que as próximas gerações vão se alimentar? Será que a busca por uma boa alimentação vai continuar existindo?

O quanto você está abrindo pacotes ao invés de descascar alimentos aí na sua casa?

Você já observou o quanto você consome de comida de verdade contra ultraprocessados ou processados? Existe uma forma fácil de descobrir: basta abrir seu lixo, ele tem mais plásticos ou cascas? Essa é uma grande reflexão a se fazer.

Comida de verdade é tudo aquilo que vem da natureza ou dos animais e são minimamente processados e embalados. Um exemplo para simplificar: o arroz, como grão natural, é considerado um alimento minimamente processado, pois passa por etapas como descasque e polimento para remover o farelo e deixar o grão branco, mas não recebe adição de substâncias estranhas ao alimento original, portanto, houve pouco processamento (ou houve o mínimo necessário) para que ele chegasse até as prateleiras, ou seja ele é um alimento e não um produto alimentício.

Design Dolce sob imagem por zhanglianxun em Canva

Já alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas com cinco ou mais ingredientes, incluindo substâncias como corantes, aromatizantes e aditivos artificiais, que visam melhorar a aparência, o sabor ou a textura. Por exemplo, refrigerantes, doces, salgadinhos, bolachas recheadas, sorvetes, embutidos (salsichas, nuggets), pizzas e lasanhas congeladas, e muitos produtos em pó e instantâneos. 

A relação alimentação-saúde e meio ambiente acabam sendo envolvidos nesse tema, apesar de não parecer. O alto consumo de ultraprocessados além de mal a saúde faz com que a geração de lixo seja muito maior tendo uma maior desgaste do meio ambiente para se recuperar de tanto plástico sendo jogado no ambiente.

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Design Dolce sob imagem por ninafirsova em Canva

O aumento desse consumo veio por parte das famílias e a cultura de fazer comida em casa mudou muito ao longo dos últimos 20 anos. Com as famílias tendo que trabalhar fora, sobra pouco tempo para o que era feito dentro de casa: a alimentação. E isso envolve algo muito maior, que está ligada inclusive à independência da mulher no mercado de trabalho e a mudança dos hábitos das novas gerações.

Nos últimos anos vimos um declínio no jeito que as gerações se alimentam. Houve uma grande expansão da indústria de produtos alimentícios e como toda novidade gera muita curiosidade o consumo foi e é muito elevado. De tempos em tempos temos um “boom” de uma certa geração saúde e percebemos que as coisas mudam rápido. Agora, nos últimos anos, por exemplo, vimos o baixo consumo de fastfoods devido ao uso de medicamentos para emagrecer.

Design Dolce sob imagem por TrongNguyen em Canva

Uma população querendo emagrecer a todo custo e deixando de consumir aquilo que elas julgam mais prejudicial: as comidas ultraprocessadas, e isso inclui os fastfoods.

Estamos em um período de grandes mudanças e avanços tecnológicos, o que será que vem de mudança na alimentação? Do que as próximas gerações vão se alimentar? Será que a busca por uma boa alimentação vai continuar existindo?

Eu espero que sim!

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Chef Bruna Nascimento é formada em Gastronomia pela Estácio de Sá; Trainee pela Alain Ducasse Formation; Pós-graduada em Gastronomia Funcional pela Famesp e tem também os cursos “A arte de cozinhar como um Chef” pela Le Cordon Bleu SP, “Confeitaria Fina e Panificação” pela Academia Bunge Pro e “Padaria Artesanal” pelo Projeto Estado de SP Lu Alckmin. É membro da Federação Italiana de Chefs e Cozinheiros.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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