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Estilista, empresária de moda, consultora de branding para o mercado de luxo

Geração Z e Alpha são o futuro da moda em construção

Design Dolce sob imagem por True Creatives em Canva

A grande intersecção está na busca por personalização e autenticidade

Olá, meu querido leitor e querida leitora da Dolce fashion.

Esta semana comecei a pensar no que apresentar para você saber mais sobre moda. Fui dar uma olhadinha no universo Model e me deparei com a diferença da moda e conceitos em relação às gerações, daí a ideia de mostrar um pouco mais sobre a geração Z e Alpha que visivelmente possuem estilo e personalidade. Vamos ver?

Se a geração Z já revolucionou a forma como consumimos moda, a geração Alpha promete levar esse movimento a um patamar ainda mais ousado e tecnológico.

Nascidos entre 2010 e 2025, os “Alphas” chegam ao mercado com um DNA 100% digital, crescendo em meio a avatares, realidade aumentada e roupas que ultrapassam o físico para ganhar espaço no universo virtual.

A geração Z, por sua vez, já consolidou sua influência ao exigir autenticidade, inclusão e sustentabilidadedas marcas. É uma geração que não consome apenas produtos, mas também valores e cobra coerência em cada detalhe, da cadeia de produção às narrativas publicitárias.

Enquanto a Z valoriza o consumo consciente e o resgate de peças atemporais, a Alpha se projeta como consumidores híbridos, prontos para investir tanto em sneakers de edição limitada quanto em skins de luxo para seus avatares. A estética não se limita ao armário: está também nas telas, nas redes sociais e no metaverso.

Para as marcas, o desafio está em dialogar com essas gerações que pensam globalmente, mas desejam exclusividade, que transitam entre o físico e o digital, e que enxergam a moda como plataforma de identidade, ativismo e conexão. O futuro do mercado fashion já não é apenas sobre tecidos, cores e tendências, mas sobre experiências, pertencimento e inovação.

Modelos e tecidos que inspiram a geração Z e Alpha

Se a moda é um espelho do tempo, a geração Z e a Alpha refletem um desejo claro: unir autenticidade, tecnologia e propósito. Essas duas gerações, que vivem em um mundo híbrido entre o físico e o digital, estão definindo o presente e o futuro da moda com escolhas ousadas e conscientes.

Modelos mais usados

Entre os Z e Alpha, a palavra-chave é versatilidade. O streetwear domina, mas não se limita a moletons e sneakers: ele evolui em versões sofisticadas, com cortes de alfaiataria aplicados em peças casuais. Os oversizedseguem em alta as jaquetas largas, calças baggy e camisas amplas como afirmação de estilo e conforto. Em paralelo, a moda genderless redefine padrões, com vestidos, saias e ternos usados de forma livre, independentemente do gênero.

Peças utilitárias também ganham espaço: calças cargo, bolsos aparentes e jaquetas multiuso dialogam com o ritmo urbano e digital dessas gerações. Já os vestidos cut-oute os tops estruturados remetem à estética Y2K, um revival dos anos 2000 que voltou com força nas redes sociais.

Tecidos em destaque

 O tecido é tão importante quanto o modelo. A geração Z e Alpha preferem materiais que carregam história ou inovação. O denim reinventadoseja no patchwork, no upcycling ou em lavagens criativas é peça-chave de identidade. O linho e o algodão orgânicorespondem à demanda por sustentabilidade, enquanto o couro veganoe os tecidos reciclados simbolizam responsabilidade ambiental e estilo.

Mas não é só de natureza que vive o guarda-roupa dessas gerações: os tecidos tecnológicosganham protagonismo, seja em jaquetas com resistência à água, camisetas que regulam temperatura ou roupas esportivas de alta performance que transitam do treino ao dia a dia. Já o brilho do cetim e da sedaaparece em looks de festa, muitas vezes misturado com tênis ou peças casuais quebrando protocolos e mostrando que a moda é território de experimentação.

Inspirações

Essas escolhas têm um ponto em comum: a moda como expressão identitária e cultural. Enquanto a geração Z se inspira no ativismo, na diversidade e no resgate de referências vintage, a Alpha cresce em um mundo onde o digital é natural e já traz para o cotidiano inspirações do metaverso, de avatares e da estética gamer.

Assim, modelos e tecidos vão além da estética: são instrumentos de pertencimento, afirmação e liberdade criativa.

Gerações da moda: diálogos entre estilo, consumo e futuro

A moda nunca foi apenas sobre roupas; é também sobre gerações e o modo como cada uma interpreta estilo, consumo e identidade. No cenário atual, vemos um diálogo dinâmico entre Baby Boomers, Geração X, Millennials, Z e Alpha cada qual trazendo sua estética, mas também interagindo e influenciando umas às outras.

Baby Boomers e geração X

Essas gerações consolidaram a ideia de moda como status e qualidade duradoura. Valorizam alfaiataria, tecidos nobres e marcas de prestígio. Ainda que mais tradicionais, adaptaram-se ao digital e hoje movimentam o mercado de luxo, sendo consumidores fiéis de casas como Hermès, Chanel e Armani.

Millennials (Y)

Nascidos entre os anos 1980 e 1995, os Millennials foram responsáveis por introduzir o conceito de experiência na moda. Não basta comprar, é preciso sentir. São adeptos do consumo consciente, valorizam marcas com propósito e abraçaram o boom do streetwear de luxoe das collabs inesperadas (Louis Vuitton x Supreme é o exemplo clássico).

Geração Z

É a geração que desafiou as regras. Autênticos, digitais e ativistas, os Z transformaram a moda em plataforma de identidade e ativismo social. Defendem a moda genderless, sustentável e inclusiva, além de consumirem tanto o físico quanto o digital. São responsáveis pela ascensão de tendências como o revival Y2K, o oversized e a estética do upcycling.

Geração Alpha

A mais jovem, nascida a partir de 2010, cresce em um mundo totalmente digital. A Alpha já interage com moda através de avatares, skins e realidade aumentada, e enxerga roupas como extensões da identidade virtual. Seus desejos apontam para tecidos inteligentes, moda imersiva e experiências híbridas.

O diálogo entre gerações

Se os Boomers valorizam tradição e os Millennials experiências, a Z exige propósito e a Alpha busca inovação tecnológica. Juntas, elas moldam um mercado multifacetado, onde alfaiataria clássica pode conviver com sneakers de edição limitadae onde uma bolsa de luxo pode ser tanto física quanto NFT.

A grande intersecção está na busca por personalização e autenticidade. Cada geração, ao seu modo, deseja que a moda conte sua história e é nessa interseção de narrativas que se desenha o futuro fashion, por isso o importante é a identidade pessoal, esta sim deve vibrar.

Espero que tenha gostado, pois ver estas gerações consolidando seu estilo é a nova maneira de ver o mercado da moda.

Abraços e até a próxima!

Publicidade | Dolce Morumbi®

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Marlize Baierle é estilista e empresária de moda, iniciou sua carreira no mercado de luxo em Milão na criação de joias e roupas, especialmente com peças exclusivas para noivas e guarda roupas personalizados, com atenção voltada às tendências globais. Graduada em artes, destacou-se no sul do país como produtora de casamentos e eventos corporativos e hoje divide sua agenda entre Santiago, no Chile e São Paulo, atuando como consultora de branding e etiqueta corporativa com olhar e toque especial que buscam sempre a elegância e um diferencial de destaque no interesse de seus clientes.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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