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Reforma Tributária em foco

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Com a chegada de 2026, é fundamental que empresários e empreendedores estejam preparados para as mudanças trazidas pela Reforma Tributária

Comentada em 2025 intensamente, a Reforma Tributária causa pavor e muitas dúvidas ainda. Aqui estão alguns pontos importantes para você se organizar:

O que está mudando?

A partir de 2026, entram em vigor a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com alíquotas iniciais de 0,9% e 0,1%, respectivamente.

Em 2027, o PIS e a Cofins serão extintos, e a CBS passará a ser cobrada integralmente.

O Simples Nacional continua existindo, mas com algumas mudanças.

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O que fazer agora?

1. Invista em educação tributária antes de qualquer ajuste operacional

A Reforma Tributária introduz novos conceitos, documentos e obrigações que exigem entendimento técnico antes de qualquer mudança prática. Por isso, o primeiro passo para as empresas é capacitar suas equipes, garantindo que todos compreendam o impacto da transição — não apenas o time fiscal, mas também faturamento, compras, financeiro, precificação e tecnologia.

Treinamento,, trilhas internas, workshops com especialistas e o acompanhamento constante das atualizações técnicas são fundamentais para reduzir erros e acelerar a adaptação.

2. Estruture um cronograma realista para a atualização dos sistemas fiscais

A partir de 2026, as empresas precisarão emitir documentos fiscais compatíveis com a CBS e o IBS, o que exige revisão imediata dos sistemas utilizados para faturamento e gestão fiscal. A adequação inclui novos campos obrigatórios, regras de validação, ajustes em XML e preparação para a apuração assistida.

É importante que as empresas mantenham atenção redobrada às atualizações de seus sistemas, mesmo após a prorrogação das validações previstas para janeiro de 2026

Atualize seu software de gestão (ERP): certifique-se de que o emissor de notas fiscais suporte os novos campos de CBS e IBS até dezembro de 2025.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

3. Revise o cadastro de produtos e operações com rigor técnico

A correta classificação fiscal de produtos e serviços será decisiva para garantir a conformidade durante a transição. A mudança exige que empresas revisem operações, suas operações, NCMs e demais parâmetros utilizados no faturamento para identificar alíquotas, exceções e tratamentos específicos previstos no novo modelo tributário.

4. Envolva todas as áreas da empresa no processo de adaptação

A Reforma Tributária não impacta apenas o departamento fiscal. Mudanças em preços, contratos, fluxo de caixa, compras, estoque e processos operacionais exigem participação integrada de diferentes áreas da organização. Por isso, a orientação é formar grupos internos de trabalho para mapear riscos, revisar rotinas e definir prioridades de implementação. A reforma muda a empresa inteira.

5. Avalie os impactos na precificação e prepare a comunicação com o consumidor

A Reforma Tributária também altera a lógica de formação de preços, especialmente com a migração do modelo de tributação “por dentro” para “por fora”. Embora, em 2026, os valores de IBS e CBS apareçam apenas como campos de teste — sem compor o total da nota e sem impacto imediato para o consumidor — as empresas não podem esperar para se adaptar.

Especialistas alertam que essa mudança estrutural exigirá revisão antecipada da estratégia comercial, do repasse de custos e da forma como esses ajustes serão comunicados ao cliente quando a nova regra passar a influenciar o preço final. No varejo, a percepção de preço tende a ser diretamente afetada no momento em que os tributos passarem a integrar o valor pago.

Enfim, o alinhamento entre fiscal, financeiro e marketing será decisivo. A maneira como cada empresa incorporará e explicará a nova composição tributária poderá reduzir dúvidas dos consumidores e evitar ruídos na transição.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Juliana Souza Pires, empresária, proprietária do Espaço Bela Morumbi
Juliana Souza Pires é formada em economia, administração de empresas, gestão de pessoas e empresária da beleza com o Espaço Bela Morumbi na Vila Andrade, São Paulo. É casada, mãe de dois filhos, uma empreendedora por amor e se dedica também em ações em áreas sociais.
Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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