Tem sido cada vez mais frequente acidentes com turistas no Brasil e mundo afora por conta de empresas que não estão aptas a trabalharem no setor.
O caso mais recente é o de Maria Eduarda, em Limeira, que foi pular de rope jumping e morreu aos 21 anos. Uma experiência que deveria ser trivial acabou em fatalidade porque a empresa que prestava o serviço não tinha condições nenhuma de prestá-lo. Não tinha a menor ideia de que lidar com vidas é mais importante do que o dinheiro que ganharam com aquele salto.
Outro caso recente, no exterior, aconteceu na Namíbia, onde uma brasileira de 46 anos morreu após o carro em que estava capotar em uma velocidade de 160 km/h. Testemunhas disseram que o carro mostrava não ter a menor condição de transitar em estradas inadequadas e apresentava condições precárias de manutenção.

Só para finalizar e irmos direto ao ponto, quem não se lembra do caso de Juliana que caiu aproximadamente 300 metros para morrer solitária enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani?
É bom lembrar que para uma empresa atuar no ramo do Turismo ela deve ser cadastrada no Ministério do Turismo e ter o Cadastur válido, que é o sistema oficial para cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor turístico. Em outras palavras, ele regulariza e padroniza os serviços como uma importante e segura fonte de consulta pública para os viajantes.
“Ah, Andrea, mas foi indicação do meu amigo e com ele deu tudo certo!”. Fico feliz que tenha dado tudo certo com ele, mas e se justamente com você não der? Já parou para pensar nisso?
Hoje em dia, qualquer pessoa que goste de viajar se diz “especialista” em viagens. O acesso a tudo é muito fácil, as informações estão aí na internet para serem vistas e lidas, criar uma empresa é fácil…, mas e a especialização?

Será que você trocaria um advogado criminal por uma pessoa que gosta de Direito Penal e se diz conhecedor do tema? Iria a um neurologista que diz entender muito bem como funciona o cérebro, mas nunca entrou em uma faculdade de Medicina?
A banalização do turismo chegou a tal ponto que acreditamos em uma pessoa na rede social que não conhecemos e nos vende uma experiência, ou algo do tipo, e você acredita porque não vai conferir se ele é competente ou não. Precisamos inverter isso, é preciso acreditar que os serviços oferecidos no setor de turismo, assim como o que é feito às demais áreas, como a engenharia, devem ser feitos por gente séria e competente. Pessoas que são gabaritadas, respeitadas no meio, têm os registros corretos e realmente se preocupam com a sua vida e não com o dinheiro que você está dando para ele.
Nenhum profissional do turismo vai te cobrar algo que não seja justo e, só pra deixar claro para o leitor, um agente de viagens recebe em média 10% daquela compra que você fez com ele. É muito pouco para quem paga e muito para o agente que ainda vai te “acompanhar” durante toda a sua viagem e pode te ajudar com eventuais transtornos independente do horário.
Por isso, sempre digo: pense bem antes de contratar qualquer serviço turístico, porque há muito amadorismo por aí.




























