Querido leitor e querida leitora, como estás?
Já te encontraste numa situação em que, por mais que a tua alma, o teu corpo e a tua mente queiram permanecer numa relação, parece que a própria alma refuta e se nega a essa permanência? Pois é… Será sobre isso que meu texto trata hoje.
Muitas vezes sentimo-nos presos em nossos sentimentos e congelados entre o querer ir e o querer ficar.
Imagine aquele momento em que o plus one — inconscientemente (pois hoje prefiro acreditar que ninguém escolhe deliberadamente bloquear um amor) — inicia ações pequenas, que parecem insignificantes, mas que te colocam distante espiritualmente.
O “bom dia” já não é tão apelativo nem carinhoso. O beijo já parece mais um gesto automático do que uma troca de química apaixonada. E tudo vem sempre acompanhado de justificativas vazias e banais — como: “O meu ‘bom dia’ foi rápido porque já estava atrasado.”; “O beijo não foi intenso porque não me lavei ainda”; “O ‘Olá’ foi substituído por ‘boa tarde’ porque estava em reunião e respondi apenas no impulso”; e assim sucessivamente…
Isto significa que já não há cuidado na abordagem contigo. A pessoa age apenas porque é o plus one sente que tem de responder automaticamente. O que antes era espontâneo e cheio de vida transformou-se quase num contrato emocional — ou numa espécie de acumulação de sentimentos reprimidos e negados ao mais alto nível.

E no fim, surge a declaração automática e vazia: “Mas eu te amo, só precisas ter paciência.”
Oh… não há conexão que aguente assim, bebê!
Mesmo sem querer, a tua alma começa a afastar-se daquela aura que antes era rodeada por uma chama violeta. Hoje já parece um burburinho — um arco-íris fragmentado, cheio de ansiedade de separação e com a certeza inflamada, a cada segundo de afastamento, de que talvez seja mais justo partir.
E começa o ritmo interno como um violino desregulado, trazendo perguntas que não saem da tua mente: “Saio ou tento?”; “De quem é a culpa?”; “Sou eu por não preencher o vazio?”; “Sou eu por permitir a desconexão mesmo tendo percebido e não feito nada?”
Querido leitor e leitora, se houver necessidade de culpabilizar alguém, direi que são os dois. Porque uma relação é construída a dois — e até onde sei, é preciso duas pessoas para dançar ao som de Beethoven.
A tua culpa provavelmente esteve na omissão. A do teu plus one esteve no “deixa para depois” — no descuido de algo que nunca deveria ter sido secundário.
Para uma relação avançar, é preciso força, intensidade e vontade genuína de permanecer. Nem todos os dias a rosa brilha — em alguns momentos os espinhos ficam mais evidentes — e é exatamente nesses períodos que a conexão é colocada à prova. A maturidade é o que garante a permanência.

Agora… quando a conexão já está quebrada, há quem diga que mesmo restaurada nunca volta a ser a mesma. Pode até ser verdade. Mas também é uma oportunidade para recriar algo ainda mais forte e consciente.
Não sou a favor de separações levianas e precipitadas. Mas também não sou a favor de esforços desequilibrados — onde apenas um puxa a corda. Porque mais cedo ou mais tarde, ela rompe do lado de quem mais sustenta.
Só me resta dizer-te isto, querido leitor e leitora: busque ajuda o quanto antes. Não permitas que preocupações diárias destruam a conexão do teu amor.
São necessários apenas um beijo de um minuto e meio para ativar a química da paixão.
E apenas 30 segundos de um “bom dia” genuíno para florescer o sentimento.
Essa desconexão tem tudo para ser cancelada — desde que ambos queiram.
Não assuma para si o peso de reativar tudo. Isso só vai desgastar-te ainda mais.
Segurem as mãos um do outro… e corram juntos em direção à vossa felicidade.





























