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Percepções além dos cinco sentidos ajudando nas escolhas do dia a dia

Design Dolce Morumbi sob imagem em Pexels

Quanto mais informações conseguimos integrar às nossas análises, maior tende ser nossa autonomia para realizar escolhas lúcidas e coerentes

Por João Paulo Pedote

Momentos de escolha e informações multidimensionais

Quando decidi trabalhar com desenvolvimento humano, havia algo em mim que apontava nessa direção. Ainda assim, em diversos momentos questionei se realmente deveria seguir esse caminho profissional. Entre os elementos que contribuíram para essa decisão estavam percepções muito claras para mim, embora diferentes daquelas captadas pelos cinco sentidos.

Sempre que refletia sobre essa área, percebia um fluxo positivo, uma luminosidade clara e uma sensação de vitalidade que me preenchia. Era como se o caminho estivesse livre de obstáculos, firme e sem atritos. Essa experiência me transmitia segurança e fortalecia minha decisão de seguir em frente.

Com o tempo, compreendi que essas vivências eram parapercepções, ou seja, percepções além dos cinco sentidos, trazendo informações sobre essa escolha. Passei a estudar como esse processo ocorre e entendi que qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de percepção mais sutil. Quando reconhecidas e compreendidas, elas podem oferecer informações valiosas para a tomada de decisões.

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Sensibilidade, singularidade e parapercepções

Cada pessoa possui uma sensibilidade própria para interagir com a realidade ao seu redor. Muitas vezes percebemos nuances que passam despercebidas para outras pessoas. Em diferentes culturas, essas experiências recebem nomes como mediunidade, sensitividade, dons ou inspiração divina.

A ciência conscienciologia utiliza o termo parapsiquismo, que corresponde ao conjunto de percepções além dos cinco sentidos. A conscienciologia é uma ciência que estuda a consciência de maneira integral e parte do princípio de que interagimos com múltiplas dimensões, além da física.

Essas percepções manifestam-se de forma singular. Duas pessoas podem vivenciar a mesma realidade multidimensional e interpretá-la de maneiras distintas. Mas qual a utilidade prática dessa compreensão?

Quanto maior o número de informações disponíveis sobre uma situação, maiores são as condições para realizar escolhas conscientes. Muitas dessas parapercepções costumam ser reconhecidas como intuição, sensação de bem-estar ou desconforto, calafrios, percepção de um ambiente leve ou pesado, dores de cabeça repentinas ou até alterações físicas, como um desarranjo intestinal aparentemente sem causa.

Sob esse prisma, essas experiências podem representar informações adicionais sobre a realidade, revelando aspectos que não seriam percebidos apenas pelos sentidos físicos.

Parapercepções no dia a dia

Essas percepções podem surgir nas mais diversas situações cotidianas: durante a compra de um bem, como um equipamento eletrônico, um carro ou um imóvel; ao conhecer alguém pela primeira vez; em uma contratação profissional; no início de um relacionamento afetivo ou mesmo de uma amizade.

Enquanto pesquisamos uma compra, por exemplo, podem surgir parapercepções indicando possíveis problemas futuros. Da mesma forma, ao conhecer alguém, podemos perceber sinais que sugerem confiança ou afinidade naquele contexto.

Mas como diferenciar uma parapercepção da imaginação?

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

Decodificando as informações multidimensionais

Uma técnica simples consiste em observar quais percepções se repetem ao longo do tempo e compará-las com os resultados obtidos posteriormente.

Enquanto ciência, a conscienciologia incentiva a observação de fatos, dados e indicadores, valorizando a experimentação pessoal. Afinal, estamos tratando de vivências íntimas e singulares. Ninguém melhor do que a própria pessoa para identificar padrões em suas experiências.

No meu caso, algumas percepções passaram a se repetir de forma consistente. Uma delas ocorre quando converso com alguém e digo algo que produz um esclarecimento importante. Nesses momentos, sinto uma ativação intensa na parte superior direita da cabeça, como se aquela região estivesse energizada.

Sempre que essa percepção ocorreu, a conversa provocou impacto positivo na outra pessoa. Apesar do desconforto inicial que, às vezes, o esclarecimento gerava, não houve conflitos posteriores, mal-entendidos ou questionamentos relevantes. Com o tempo, essa parapercepção tornou-se um indicador de que eu havia dito o que precisava ser dito e de que manter uma postura firme foi o mais adequado.

Outro exemplo acontece quando estou saindo de casa. Sempre que paro para verificar se estou esquecendo algo, às vezes surge uma sensação sutil de vazio no corpo. No início não compreendia seu significado, mas, após diversas ocorrências, percebi que ela costumava indicar que realmente havia deixado algo para trás.

Desde então, passei a considerar esse sinal como mais uma informação disponível para minhas decisões. Antes de sair, reviso mentalmente o que preciso levar e observo se essa percepção se manifesta.

Benefícios de escutar as próprias parapercepções

Essas experiências me levaram a compreender que podemos acessar informações provenientes de diferentes dimensões da realidade. Elas se manifestam de forma particular em cada pessoa e, por isso, exigem observação, estudo e discernimento para serem corretamente interpretadas.

Seja no contexto pessoal, profissional, afetivo ou social, quanto mais informações conseguimos integrar às nossas análises, maior tende ser nossa autonomia para realizar escolhas lúcidas e coerentes com nossos objetivos e propósito de vida.

Referência Bibliográfica:

TORNIERI, Sandra. Mapeamento da Sinalética Energética Parapsíquica. 2ª Ed. Editares, Foz do Iguaçu, PR. 2018.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

João Paulo Pedote graduado em Psicologia, com pós-graduação em Gestão de Políticas Públicas Municipais. Atualmente trabalha na área de gestão de políticas públicas. Pesquisador da consciência, tem como foco de estudo a relação entre a autoaceitação consciencial e a autoliderança evolutiva.

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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