Skip to content

A arte de ver com a alma

Divulgação

A poética do olhar curatorial

Por Amanda Sanzi

O olhar de dentro

A curadoria não é apenas sobre selecionar obras — é sobre ler intenções, sentir processos e construir pontes entre o artista e o público. No meu olhar, a arte mais potente é aquela que nasce de um território íntimo — aquela que carrega não só a técnica, mas também as marcas do sentir.

Quando acompanho o processo criativo de um artista, o que mais me instiga é perceber como ele traduz sua história pessoal em linguagem estética. Curar é escutar essas camadas silenciosas. É entender que uma obra não se resume àquilo que se vê, mas também ao que se intui. E, principalmente, é saber reconhecer quando a arte se transforma em espelho: um reflexo das dores, alegrias e contradições que nos tornam humanos.

Divulgação

Essa sensibilidade está presente no centro da Expo Coletiva Vênus Contemporânea, na galeria de arte do Butantã Shopping. Mais do que reunir obras, a exposição buscou criar um espaço de diálogo entre o olhar do artista e a vivência do público. Cada peça apresentada fala não só do tema Vênus, mas também de desejos, histórias e camadas que ultrapassam o mito clássico.

A curadoria se construiu como um convite ao olhar com a alma — e à escuta. Escutar o que cada obra queria dizer. Escutar o silêncio entre uma obra e outra. Escutar o público — seu olhar curioso, seus passos desacelerados. Porque curar, no sentido mais profundo, é também cuidar: das narrativas, dos encontros e das possibilidades de afeto que a arte carrega.

Divulgação

Ao levar a exposição para um espaço de circulação cotidiana, como o shopping, a proposta foi ampliar o alcance da arte e desconstruir a ideia de que ela pertence apenas aos museus, centros culturais ou às elites. A arte pode — e deve — estar onde a vida pulsa. Socializar o acesso é permitir que mais pessoas se vejam refletidas nas obras, nas cores, nas formas.

A Vênus Contemporânea está sendo, acima de tudo, um espelho — de emoções, de memórias, de identidades. E minha missão, enquanto curadora, foi abrir caminhos para que essa troca pudesse acontecer com verdade, leveza e intensidade.

A arte de ver com a alma é, portanto, também a arte de compartilhar. E isso, para mim, é o que torna a curadoria um ato de escuta e afeto.

Curar é também amar: a arte, os artistas e o público que se deixa tocar.

Vênus Contemporânea

Sob a curadoria de Amanda Sanzi, a exposição coletiva Vênus conquistou o público logo na abertura realizada em 3 de abril deste ano, reunindo um grande número de visitantes entusiasmados. A mostra celebra a mulher moderna em toda a sua beleza, força e complexidade, através de obras que dialogam com o passado, o presente e o futuro da arte.

O êxito da exposição confirma a sensibilidade e o olhar curatorial de Amanda, que conseguiu estabelecer uma ponte intensa e emocional entre as obras e o público. Vênus é mais do que uma mostra — é uma experiência sensorial, reflexiva e absolutamente inesquecível.

Imperdível para todos que amam arte contemporânea e a celebração da mulher em sua totalidade.

Artistas participantes:

Amanda Sanzi, Alex Tucci, Bru Casimiro, Claudia Curimbaba, Débora Faria, Dilson Cavalcanti, Ernesto Ferro, Guski, Lamia Jarrah, Lenora Telles, Lia Fajer, Luciano Kalil, Mirian Leite, Paulo Mattos, Paulo Prado, Sônia Martinez, Suzanne Mabilde e Walter Gini.

A exposição está aberta diariamente para visitação e aquisição de obras de arte.

Curadoria: Amanda Sanzi

@amandasanzi.arts

Realização: Butantã Shopping e Amanda Sanzi

@butantashopping | @amandasanzi.arts

Apoio Cultural: Dolce Morumbi e Só Quadros

@dolcemorumbi | @soquadros

Local:

Divulgação

Butantã Shopping – Piso 1
Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, s/n
São Paulo – SP

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Divulgação
Amanda Sanzi curadora, artista, escritora e gestora cultural

Demais Publicações

Por que ler os clássicos? A permanência contra o efêmero

Os clássicos falam conosco porque revelam as inquietudes universais da condição humana

O que ninguém vê no dia de quem cuida de todo mundo

Entre cuidar de todo mundo e lembrar de si mesma, existe uma mulher que precisa ser vista – por ela, antes de qualquer um

O ano pode começar a qualquer momento

Se tem algo que a vida me ensinou é que novos ciclos podem começar a qualquer momento

O olhar do amor no “sim” de Natália e Willians

Indicado por quem entende de fotografia e escolhido pelo coração: veja como Natália e Willians celebraram um casamento diurno impecável e cheio de detalhes sensíveis no Recanto Santa Rita

Despeça-se do que não fizer mais sentido

Não siga no medo da despedida porque na verdade ela vai representar a sua maior libertação

Meus pais têm novo amor

Podemos estar tão apaixonados que nem percebemos o quanto o nosso novo relacionamento pode ser potencialmente tóxico para os nossos filhos

A representatividade da mulher no empreendedorismo

O empreendedorismo feminino no Brasil é uma força em crescimento!

Um dia feminino

Neste Dia Internacional da Mulher, que tal comemorar fazendo uma saída diferente para uma refeição, um café especial ou algo do tipo?

A tal da amnésia glútea

Dizem por aí que é um mal da vida moderna

Painel Dolce Morumbi

As Mais lidas da Semana

Publicidade Dolce Morumbi

publ-gisele-ribeiro-reiki-16.10.25-1-1
PlayPause
previous arrow
next arrow
arte-painel-dolce-abtours_1_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

Seções