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Comunicação ou cancelamento? O perigo do tom de voz feminino na era digital

Design Dolce sob imagem por Matt Jeacock em Canva

Especialista mostra que a entonação ainda determina credibilidade e respeito no mercado

Comunicação ou cancelamento? O perigo do tom de voz feminino na era digital

Especialista mostra que a entonação ainda determina credibilidade e respeito no mercado

Mulheres falam e o mundo responde. Mas nem sempre com respeito. O que deveria ser apenas um tom de voz se torna um campo minado, onde qualquer inflexão pode ser interpretada como agressividade, submissão ou artificialidade. Na era digital, onde tudo é gravado, compartilhado e julgado, a forma como uma mulher se comunica pode ser a diferença entre ser ouvida ou ser silenciada pelo tribunal da internet.

Uma mulher assertiva pode ser taxada de mandona. Se usa um tom mais suave, pode ser vista como frágil. O problema não é como falamos, mas como somos percebidas. Isso cria um jogo de equilíbrio injusto e desgastante”, lamenta Micarla Lins, especialista em oratória e comunicação feminina.

O fenômeno do cancelamento amplifica esse dilema. Personalidades como Meghan Markle, Anitta e até chefes de Estado enfrentam julgamentos diários sobre a forma como se expressam. “Uma frase fora do tom pode gerar um tsunami de críticas, independentemente da mensagem real. A sociedade, treinada para interpretar vozes femininas dentro de moldes ultrapassados, reforça estereótipos que dificultam a ascensão de mulheres em cargos de liderança e influência”, alerta Lins.

Design Dolce sob imagem por Produção SHVETS em Pexels

Mas como evitar que a comunicação se torne uma armadilha? Micarla dá algumas direções:

  • Consciência do tom: ajustar a voz não significa mudar quem você é, mas entender como sua entonação impacta a percepção da mensagem.
  • Pausas estratégicas: falar sem pressa, com segurança, reduz chances de interrupção e aumenta a clareza do discurso.
  • Expressão corporal alinhada: o que se diz deve estar em harmonia com gestos e postura para evitar contradições na comunicação.
  • Resistir à autocensura: muitas mulheres se adaptam a padrões para evitar julgamentos. Encontrar um equilíbrio entre autenticidade e estratégia é essencial.

A internet pode amplificar preconceitos, mas também pode ser um espaço de mudança. Mulheres que dominam a própria comunicação transformam suas vozes em ferramentas de poder, não de opressão. O desafio não é apenas falar, mas sim garantir que a mensagem seja ouvida sem distorções”, finaliza Micarla.

Micarla Lins é especialista em comunicação e oratória, revolucionou a comunicação feminina no Brasil ao fundar, em 2022, a primeira comunidade voltada para mulheres na área. Campeã de oratória, palestrante internacional e TEDx Speaker, ela fez história em 2020 como a primeira mulher Juíza-Chefe do Campeonato Mundial de Debates em Espanhol. À frente da empresa El Professor, que faturou 7 milhões de reais, Micarla não apenas construiu um império no empreendedorismo digital, mas também se tornou referência em empoderamento feminino. Superando uma depressão profunda em 2016, ela transformou sua dor em propósito, ajudando mulheres a vencer o medo de falar em público e a desenvolver uma comunicação autêntica e poderosa.

@micarla

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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