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Personal Chef, é graduada em Gastronomia pela Estácio de Sá e traz semanalmente suas delícias da culinária.

Comer emocionalmente

Design Dolce sob imagem por Andrea Piacquadio em Pexels

Você sabe reconhecer a sua fome?

Você já se pegou abrindo a geladeira sem estar realmente com fome? Ou sentiu aquela vontade incontrolável de comer um doce no fim do dia, mesmo depois de uma refeição completa? Se sim, talvez você já tenha experimentado a chamada fome emocional — e tudo bem, isso é mais comum do que parece.

Por que comemos quando não estamos com fome?

Muitas vezes, comemos porque “é hora do almoço”, “hora do café”, ou porque alguém nos ofereceu algo. Mas será que paramos para perceber se o nosso corpo realmente pediu comida? Ou estamos apenas seguindo um roteiro aprendido?

Desde pequenos, somos ensinados a comer em horários fixos, a limpar o prato mesmo estando satisfeitos, e a não sair da mesa sem terminar tudo. Essa educação alimentar, embora bem-intencionada, molda nossa relação com a comida de forma automática e, muitas vezes, desconectada dos sinais reais do nosso corpo.

Design Dolce sob imagem por Pixelshot em Canva

Além dos hábitos culturais, há também o aspecto emocional. Certos alimentos — especialmente os mais doces ou calóricos — estão associados a memórias afetivas: o bolo da avó, o chocolate depois de um dia difícil, o lanche especial de domingo. Esses alimentos ativam áreas do cérebro ligadas ao prazer e à recompensa, funcionando quase como um “abraço emocional”.

É por isso que, em momentos de estresse, tristeza, ansiedade ou até tédio, buscamos conforto na comida. Não é fome fisiológica — é uma tentativa de preencher um vazio emocional.

A fome física surge gradualmente, com sinais claros como estômago roncando, falta de energia ou dificuldade de concentração. Já a fome emocional aparece de repente, com desejos específicos (geralmente por alimentos calóricos), e costuma vir acompanhada de sentimentos como culpa ou frustração após comer.

Observar esses sinais é o primeiro passo para desenvolver uma relação mais consciente com a comida.

Design Dolce sob imagem por Moyo Studio em Canva

E você, tem observado que tipo de fome sente?

Reconhecer a fome emocional não é motivo de culpa — é um convite ao autoconhecimento. Ao identificar o que realmente estamos sentindo, podemos buscar outras formas de acolhimento: uma conversa, um banho relaxante, uma caminhada, ou simplesmente um momento de pausa.

A comida pode (e deve) ser fonte de prazer, mas não precisa ser o único caminho para lidar com as emoções.

Até a próxima!

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Chef Bruna Nascimento é formada em Gastronomia pela Estácio de Sá; Trainee pela Alain Ducasse Formation; Pós-graduada em Gastronomia Funcional pela Famesp e tem também os cursos “A arte de cozinhar como um Chef” pela Le Cordon Bleu SP, “Confeitaria Fina e Panificação” pela Academia Bunge Pro e “Padaria Artesanal” pelo Projeto Estado de SP Lu Alckmin. É membro da Federação Italiana de Chefs e Cozinheiros.
Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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